Elisabeth (Alba Gaïa Kraghede Bellugi) tem dez anos e, nos anos 1940, vive no interior da França com seus pais, em fase de separação, e uma empregada com problemas mentais. Ela se sente solitária, com medo do escuro e fantasmas. Quando um jovem desconhecido, fugitivo da clínica psiquiátrica ao lado de sua casa, aparece em seu quintal, ela o esconde numa cabana, passando a protegê-lo e a tratá-lo como confidente e melhor amigo.
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Filme super comum que trata de uma amizade acima dos preconceitos, neste caso de uma menininha com seu olhar para o louco. Não tive nem conexão com a trama super simples, bem como com seus personagens.
achei muito legal, da vontade de colocar a Elizabeth em um potinho.
lindo filme.
Alguém sabe onde posso achar esse filme pra assistir ou baixar?
O modo de falar (semelhante a um adulto) dos personagens infantis de alguns filmes franceses que já assisti é algo com o qual ainda não me acostumei bem. Neste filme específico observei isso em alguns momentos (não em todos). "Eu me chamo Elisabeth" é uma história em que a solidão se mostra impulsionadora de ações arriscadas. A "ausência do outro", do espelho, da confirmação de nosso próprio "eu" é tão danosa como a privação de alimento. A supercarismática atriz mirim Alba Gaïa Kraghede Bellugi, com seus olhos tristes e leve melancolia, nos conduz a uma trama em que a urgência de uma relação interpessoal (de afeto, companheirismo, ajuda mútua) dá as cartas. E não faltam momentos de encontro, desencontro, entendimento e também de menosprezo. Assim como em qualquer vida. Há bastante tensão nos momentos finais (que até destoou da dinâmica geral da história).
Há alguns pontos que me pareceram contraditórios
como a facilidade com que Elisabeth se aproxima de um estranho (e que tinha problemas mentais), sem mostrar um receio que seria mais do que justificado. Outra questão é: Elisabeth era muito inteligente (e muito humana) mas ela não se questiona sobre sua atitude em manter oculto um jovem que mostrava claramente sua inabilidade para cuidar de si mesmo.