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Data de lançamento
25 Set. 2020Duração
A jovem Olka, de uma cidade pequena, parte para um país estrangeiro sozinha, tendo que viajar para a Irlanda para trazer o corpo de seu pai de volta para a Polônia, depois que ele acabou se acidentando no trabalho e falecendo no processo. Mas ela não se importa com o pai, pelo contrário, só está querendo saber se o pai separou o dinheiro que a prometeu para comprar um carro. Em sua jornada, ela se depara com fragmentos de quem foi seu pai e isso desencadeia vontade de se aprofundar e se conectar.
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O filme fala da precarização do luto ao mesmo tempo em que reflete sobre a dificuldade da vida cotidiana do trabalho precarizado dos imigrantes. A dificuldade maior da jovem não está apenas em não ter conhecido seu pai, mas principalmente em descobrir que ninguém o conhecia, como se ele fosse apenas um personagem e não uma pessoa real. Assim como os imigrantes acabam sendo tratados em muitos países, ainda mais agora na era Trump.
Vemos também uma crítica a burocracia e como a busca pelo dinheiro vai levando a desumanização da humanidade de forma inconsciente ao resumir as pessoas em números. Esse filme deveria ser obrigatório para todos os burocratas do funcionalismo público. No final ela vai mudando sua percepção e percebe que também está inserida nessa espécie de capitalismo burocrata e então ela amadurece e desiste do carro, preferindo usar o dinheiro de uma maneira que seu pai teria usado e que envolveria uma amante.
É um filme de amadurecimento diferente, onde o foco não está na personagem principal, mas sim na reação dela ao mundo ao seu redor e é por isso que no final do filme ela resolve quebrar todas as regras impostas e finalmente viver o seu próprio luto, mesmo que isso seja chamado de crime em uma sociedade cada vez mais zumbificada pelo capital e seus rituais legalmente desumanizados.
Bom ritmo e atuações.
"Eu o conhecia como empregador-empregado, o que significa que realmente eu não o conhecia. Como todo mundo, eles realmente não estão aqui. É muito difícil conhecer alguém quando na verdade ele está em outro lugar."
03/02/2022: Todos falam que a vida adulta esmaga, sufoca, exige, obriga! Enfim... o inicio nunca é fácil. Mas sério um mundo no qual tudo é dinheiro... é complicado o inicio...
Uma coisa que foi dita varias vezes no filme e choca por ser tão real:
1) Fazemos o melhor ... isso é que temos de melhor a dar !!
2) Algumas pessoas estão aqui mas vivem em outro lugar !!
Percebi que a maior preocupação dos personagem no filme é o dinheiro e quanto vai custar tudo em volta!
Muitas vezes estamos ao lado das pessoas e não a conhecemos! Imagina alguém que esta distante ?
O filme discute não somente a fase juvenil/adulta como também os laços familiares, a exploração do trabalho braçal. Alguém percebeu que o pai de Olka trabalhava dois turnos para dar de presente um carro para filha que mal o conhecia ?
Fico pasmo com a distancia dos personagem tanto o agente da funeraria, quanto aos colegas de trabalho... era como se o pai de Olka fosse um personagem e não uma pessoa!!!
Fiquei horrizado muitas vezes com a frieza e o materialismo do filme. Por mais que a vida doa... por mais que os recursos seja excasso... Nunca abandonar o AFETO!!!
A cena final foi necessária... salvou a personagem e o telespectador !!
Ela Chora(e nós também) e Finalmente anda de Carro (mesmo que seja da funerária levando as cinzas do pai)
Precisamos de mais afeto e menos dinheiro !
Impossível não chorar com ela no final. A vida adulta vai esmagando aos poucos e não se pode dar ao luxo de chorar. Mas no final... bom... deixe que as lágrimas escorram.