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Data de lançamento
8 Set. 2011Duração
Fausto é um pensador, um rebelde e um pioneiro, mas também um ser humano anônimo feito de carne e sangue governado por impulsos internos, cobiça e luxúria. Última parte da tetralogia de Sokurov sobre a natureza do poder, o filme é livremente inspirado pelo Fausto de Goethe.
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Sokurov é um grande diretor.
É um filme que funciona em muitos momentos,outros não.Provocativo e inteligente em muitos momentos,bobo em muitos outros.
>Assistido em 23 de Abril de 2024
Nunca li Fausto, embora esteja na minha lista de desejos. Importante saber que o filme é apenas inspirado no livro. Porém, aqueles que já leram ou conhecem o original irão entender determinadas nuances e referências mostradas aqui, até aproveita-lo melhor.
A primeira metade nos parece vazia e arrastada, porém depois da primeira hora, o filme flui melhor e já não vemos mais o tempo passar. Esteticamente é ótimo, uma experiência cinematográfica muito boa, embora eu não tenha gostado do formato da tela.
O filme trás reflexões interessantes, embora alguns diálogos poderiam ter sido mais expositivos, bem como algumas cenas poderiam ter sido cortadas reduzindo um pouco a longa duração.
As interpretações são boas, principalmente de Johannes Zeiler.
Fausto, de Sokurov, não é uma adaptação da tragédia de Goethe, no sentido tradicional, mas uma leitura do que permanece entre as linhas. Que cor tem um mundo que produz ideias colossais? Qual é o cheiro? Há um ar pesado no mundo de Fausto: projetos chocantes nascem no espaço estreito onde ele se envolve. Ele é um pensador, um veículo de ideias, um transmissor de palavras, um conspirador, um sonhador. Um homem anônimo movido por instintos simples: fome, ganância, luxúria. Uma criatura infeliz e perseguida que lança um desafio ao Fausto de Goethe. Por que ficar no presente se você pode ir mais longe? Vá cada vez mais longe, sem perceber que o tempo parou.
Me lembrou muito Os Trapalhões.