Um grupo de soldados é encurralado por trás de linhas inimigas numa guerra fictícia. O primeiro filme de Stanley Kubrick, que anos depois, considerando-o amador, comprou a maior parte das cópias e tirou o filme de circulação. Hoje, o filme só sobrevive através de cópias piratas.
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É o mais fraco trabalho de Kubrick,mesmo o diretor se esforçando bastante.Muito interessante acompanhar esse projeto,pois,vários elementos de outros filmes futuros de Kubrick já podia ser visto aqui.
>Assistido em 13 de Março de 2026
Conferido em 23/01/2026 no YouTube.
"Medo e Desejo" é um filme estadunidense de 1953, do gênero drama de guerra, dirigido por Stanley Kubrick em sua estreia na direção.
Considerado pelo próprio Kubrick como um projeto amador, o longa garantiu opiniões respeitáveis nos circuitos de cinema de Nova York, com muitos críticos reconhecendo no jovem diretor um futuro promissor.
Produzido em P&B, o filme é altamente procurado por fãs de Kubrick e aficionados por cinema. O cineasta estreante chegou a comprar a maior parte das cópias existentes, mas suas tentativas de reprimir a circulação do trabalho não foram totalmente bem-sucedidas.
Finalmente consegui revê-lo; a primeira vez que o assisti foi em meados dos anos 90, no Centro Cultural São Paulo (CCSP).
"Medo e Desejo" ainda mantém sua aura de cult movie. Não é de todo ruim e, por ter curta duração, permite ao espectador captar a essência da proposta do diretor, com uma trama nivelada pelo viés psicológico.
Na minha avaliação, vale 4 estrelas.
Estou negativamente surpreso, pois jamais imaginei que o grande Kubrick pudesse fotografar, roteirizar e dirigir de forma tão patética um filme, e pior, tudo ao mesmo tempo, num ridículo exercício mal encenado e totalmente forçado de uma pretensa autoralidade precoce, de uma teatralidade canhestra.
Ao contrário da maioria dos comentários abaixo, gostei de tudo no filme.
Gostei de como a narrativa se inicia, com sua premissa singular e não histórica; gostei dos diálogos pretensamente filosóficos e reflexivos; gostei dos cortes abruptos e do abuso do primeiríssimo plano (especialmente facial); gostei da externalização dos pensamentos dos personagens; gostei de como não sabemos nada dos personagens; AMEI a iluminação e a trilha sonora; enfim, gostei de como ele é cru, precário e vil, oportunamente vil.
Queria até que fosse mais longo...
Kubrick sempre é bom.