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Data de lançamento
12 Abril 1996Duração
A vida dos Walkers é praticamente perfeita. Steve (William L. Petersen) tem um grande emprego como arquiteto e é dono de uma bela casa em Seattle, com vista para o lago. Sua nova esposa, Laura (Amy Brenneman), é apaixonada por ele, Toby (Christopher Gray), o filho mais novo dela, o vê como se fosse seu próprio pai, e Nicole (Reese Whiterspoon), sua filha de 16 anos, faria qualquer coisa por ele. Mas a situação tranquila da família começa a mudar quando Nicole começa a namorar David McCall (Mark Wahlberg), um jovem que aos poucos revela sua face violenta. Porém, quando Steve pede a Nicole que termine o namoro, ele e sua família começam a sofrer ameaças de David e sua gangue.
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Surpreendentemente, o jovem Mark Wahlberg faz um bom vilão em "Fear", sobretudo nos momentos explosivos. Contudo, nota-se algumas dificuldades de expressão, como a dicção resmungante. Um ano depois estrelaria "Boogie Nights", com maior maturidade e naturalidade.
"Fear" possui os vícios e o charme de um slasher teen dos anos 90, é sobre aceitar as mortes inconvencionais, se divertir com personagens estereotipados, e achar graça dos furos de roteiro. É influenciado pesadamente por "Fatal Attraction", clássico da década anterior, mas aqui há uma marcante presença freudiana, em que o sexo dita o ritmo da trama, dando tons animalescos aos indivíduos e transformando-os em predador e presa.
Ambientada na Seattle pós-grunge noventista, "Fear" também é um belo exemplo estético da época em que a subcultura gótica misturou-se com o grunge, influenciando a música, a moda e o comportamento. É nostalgia até para quem não testemunhou.
Que caminho engraçado o amigo foi pegar no meio da floresta rs
Achei fraco. Reese e Mark Wahlberg péssimos em todos os momentos, exceto na cena da montanha-russa.
Esse filme é basicamente um drama bem direto mais voltado para a sobre obsessão disfarçada de romance perfeito aquele clássico “bom demais pra ser verdade”
e claramente é mesmo.
A dinâmica entre Nicole e David começa naquele clima meio conto de fadas adolescente: ele é charmoso, bonito, fala tudo certo… só que já tem um estranhamento ali, principalmente pela diferença de idade. E o filme usa isso bem, porque enquanto todo mundo ao redor compra a imagem dele, o pai fica com aquele radar ligado o tempo inteiro e, sinceramente, ele é o único lúcido ali no começo.
O mais interessante é como a história vai desmontando o David aos poucos. Ele não vira “vilão” do nada, vai mostrando pequenas rachaduras de controle, manipulação, aquele jeitinho invasivo disfarçado de cuidado. Quando a Nicole percebe, já tá no meio de uma situação bem mais pesada do que parecia.
O filme vira quase um jogo de sobrevivência para a coitada depois disso. Sai um pouco do romance e entra mais no suspense, com a família tendo que se unir contra alguém que já estava infiltrado na vida deles. Essa virada funciona bem, mesmo sendo meio previsível.
Não é nada super profundo ou inovador, mas cumpre bem o papel de thrillers psicológico teen anos 90. No fundo, é uma história sobre como relacionamento abusivos nascem, e caras aparentemente perfeitos podem esconder sinais bem claros e como escolher ignorar esses sinais pode custar caro.
Selo SUPER CINE pra esse filme aqui, vibe total. Uma grata surpresa, por mais que tenha os clichês de filme de suspense, é um ótimo pacote no total.
Ps: Fiquei com uma pulga atrás da orelha, pesquisei e: Sim, Paul Thomas Anderson viu esse filme e chamou o Mark Wahlberg pra estrelar Boogie Nights , seu primeiro filme da carreira (foi só um ano depois e o Mark ta igualzinho).
Rpz, ainda sem acreditar q assisti esse filme. Eu já sabia q seria algo nesse nível, mas eu gosto do Mark e da Reese...pqp, as coisas escalonam rápido demais nesse filme 😂 mas é isso. E a tatuagem de caneta me pegou demais 😂