O professor Norman Reed volta de viagem à uma ilha misteriosa onde reencontra a filha de um colega de faculdade, que foi educada por uma sacerdotisa dos nativos e se casa com ela, levando sua jovem espôsa para a faculdade onde leciona. Apesar de seu livro de grande sucesso que desmistifica as superstições, a jovem é devota de cultos do voodoo, despertando o mêdo e inveja das mulheres que adoravam o professor e queriam ter sua atenção. Mas estranhas mortes começam a acontecer deixando Norman num conflito entre suas convicções sobre a razão e a feitiçaria.
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Weird Woman (1944), conhecido no Brasil como Feitiço, é um daqueles filmes que à primeira vista parecem simples, quase modestos, mas que acabam entregando uma trama cheia de tensão psicológica, manipulação e paranoia — tudo muito bem conduzido pela presença sempre forte de Lon Chaney Jr.. E claro, é sempre bom lembrar que ele é filho de Lon Chaney, o lendário “Homem das Mil Faces”.
O filme realmente é simples e traz um elenco feminino muito bonito, com destaque para Elizabeth Russell, que é para mim a mais familiar e marcante em cena. O prólogo com a tribo e o vodu cria o clima de superstição que permeia toda a história, abrindo espaço para uma tensão que mistura crenças espirituais, dúvida e manipulação.
Quando voltamos para o ambiente acadêmico, o filme atinge seu ponto mais interessante. É ali que surgem as intrigas, fofocas, ciúmes e manipulações que vão
desgastando a reputação da esposa do protagonista e colocando tudo em um clima de paranoia crescente.
Weird Woman não é realmente sobre vodu; é sobre o peso que as pessoas dão a essas crenças e sobre como isso pode ser usado como arma para atingir alguém.
Gosto muito de como o filme mostra algo supostamente irracional dominando um ambiente teoricamente racional. Ele vira um estudo sobre insegurança, sobre como pequenas dúvidas se transformam em tempestades quando alimentadas pelas pessoas certas — ou erradas. As mulheres ao redor do casal desempenham papel fundamental nisso, cada uma contribuindo para a confusão com suas intenções, picuinhas e jogos emocionais.
Lon Chaney Jr. se destaca com uma atuação firme, sem tentar repetir o estilo do pai. Ele só carrega discretamente o peso de ser filho de uma lenda enquanto entrega um personagem humano, falho e pressionado por todos os lados. Esse contraste torna sua performance mais interessante e mostra que ele sabia segurar um filme sem depender de maquiagem pesada ou monstruosidade, algo que muitos esperavam dele por causa do sobrenome.
No fim, Weird Woman pode parecer pequeno, mas cresce quando a gente mergulha em seus temas: superstição, manipulação emocional, paranoia e o uso da crença como instrumento de destruição. É um drama psicológico disfarçado de horror leve, funcionando mais pelo clima e pelas interpretações do que pelo sobrenatural em si.
E mesmo sem ser um clássico absoluto, o filme reforça por que Lon Chaney Jr. merece respeito: não só pelo pai que teve, mas porque prova aqui — de novo — que tem presença e talento próprios.
Assistido em 28/11/2025
Ate onde pode chegar as consequencias de uma pessoa má e manipuladora. Bom filme
O filme é bem simples, mas é bom, e vale ainda pela presença do Lon Chaney Jr.