Fiquei encantada. Jia Zhang-Ke é um dos meus favoritos tem um tempo mas nossa, eu havia me esquecido do porquê, pra revisitar sempre que possível, assim como outras peças de sua filmografia.
Assisti num centro cultural sem a menor ideia do que se tratava a experiência e diante de uma estrutura cinematográfica tão singular e atípica, me peguei (entre um cochilo e outro) pensando constantemente aonde a obra queria chegar. Para quem não assistiu ainda, pode sentar tranquilo e aproveitar a viagem pois o destino existe e no fim vale a pena.
A obra é um ensaio bastante contemplativo do cotidiano abordando a vida na china entre os anos 2000 até a pandemia covid 19 com alguns personagens centrais e com uma mensagem importante de um lugar onde eu mesmo já estive em minha trajetória pessoal. A metáfora do cinema mudo aplicada aqui é formidável. É uma experiência que fica ecoando na sua mente depois.
A humanidade, encapsulada em um casal, acompanha o progresso e progride dentro de si, mas às vezes esse estudo sobre a evolução da China e do amor flutua até demais.
Linguagens e ritmos muito originais. Mostra coisas da China que não são comuns de serem retratadas, como favelas, protestos, rock pesado... Agoniante a mudez da protagonista. Estrutura poética interessante.
Fiquei encantada. Jia Zhang-Ke é um dos meus favoritos tem um tempo mas nossa, eu havia me esquecido do porquê, pra revisitar sempre que possível, assim como outras peças de sua filmografia.
Lindíssimo.
Assisti num centro cultural sem a menor ideia do que se tratava a experiência e diante de uma estrutura cinematográfica tão singular e atípica, me peguei (entre um cochilo e outro) pensando constantemente aonde a obra queria chegar. Para quem não assistiu ainda, pode sentar tranquilo e aproveitar a viagem pois o destino existe e no fim vale a pena.
A obra é um ensaio bastante contemplativo do cotidiano abordando a vida na china entre os anos 2000 até a pandemia covid 19 com alguns personagens centrais e com uma mensagem importante de um lugar onde eu mesmo já estive em minha trajetória pessoal. A metáfora do cinema mudo aplicada aqui é formidável. É uma experiência que fica ecoando na sua mente depois.
A humanidade, encapsulada em um casal, acompanha o progresso e progride dentro de si, mas às vezes esse estudo sobre a evolução da China e do amor flutua até demais.
Linguagens e ritmos muito originais. Mostra coisas da China que não são comuns de serem retratadas, como favelas, protestos, rock pesado... Agoniante a mudez da protagonista. Estrutura poética interessante.