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Loucas Aventuras de uma Família Americana na Europa - Brasil
Loucas Aventuras de uma Família Americana - Brasil
Sinopse
Uma típica família de classe média americana ganha, em um programa de televisão, passagens e hospedagem para duas semanas na Europa. Mas em todos os países que eles visitam arrumam algum tipo de confusão.
Em National Lampoon’s European Vacation (1985), lançado no Brasil como Férias Frustradas, foi o melhor que eu vi da série de filmes dos Griswold até agora. O humor funciona muito bem aqui, não é forçado, e as situações não são tão absurdas e artificiais como em alguns filmes em que tudo dá errado de uma maneira extremamente forçada. Existe um equilíbrio melhor entre o caos natural da viagem e as confusões que surgem da personalidade dos personagens, o que torna tudo mais divertido e menos cansativo.
Clark Griswold (Chevy Chase) e Ellen Griswold (Beverly D’Angelo) estão muito bem, repetindo seus papéis com segurança e carisma. Os dois têm uma conexão clara em cena, um entrosamento muito bom, e isso ajuda bastante a sustentar o filme mesmo quando as situações começam a sair do controle. Clark segue obcecado pela ideia de proporcionar férias perfeitas para a família, mesmo quando tudo ao redor prova o contrário, enquanto Ellen funciona como um contraponto mais consciente, ainda que muitas vezes igualmente perdida naquele roteiro de desastre turístico pela Europa.
Os filhos, que mudam novamente aqui — algo que vai se tornar corriqueiro nos filmes da série —, são bem diferentes entre si e destoantes no conjunto. Rusty Griswold (Jason Lively) é um bom personagem, entrega boas cenas e reage de forma até crível às situações constrangedoras e caóticas em que a família se mete, principalmente nos encontros culturais totalmente equivocados e nos momentos em que Clark insiste em decisões claramente erradas. Já Audrey Griswold (Dana Hill) é chata, feia, irritante e passa o filme inteiro reclamando de tudo, seja da viagem, dos lugares, da família ou das situações em que se envolve. Acaba sendo uma personagem esquecível e decepcionante, sem grandes momentos que realmente justifiquem sua presença, até sua voz irrita.
Vale também um comentário à parte sobre Dana Hill, a atriz que interpreta Audrey Griswold. Ela morreu muito jovem, aos 32 anos, em 1996, por complicações graves decorrentes de diabetes tipo 1, condição que ela tinha desde a infância. A doença acabou causando um AVC, deixando-a em coma por um período, e posteriormente levou à falência respiratória. Uma trajetória curta e bastante triste, que acabou interrompendo de forma precoce sua carreira no cinema e na televisão.
O filme cresce justamente nas situações espalhadas pela viagem europeia, como a confusão interminável na rotatória, a visita completamente desastrosa aos pontos turísticos, os encontros constrangedores com culturas diferentes e a constante sensação de que os Griswold nunca estão exatamente no lugar certo, nem da maneira certa. Tudo isso reforça o humor sem precisar apelar para exageros constantes.
Eric Idle aparece em cerca de três momentos diferentes, sempre em situações em que ele basicamente só se dá mal, funcionando quase como uma piada recorrente do filme. A presença dele lembra muito o tipo de personagem que Gene Wilder costumava interpretar, a ponto de, em um primeiro momento, eu realmente ter achado que era o próprio Gene Wilder. Essas participações rápidas ajudam a manter o ritmo e acrescentam um humor meio cruel, mas eficiente.
No geral, Férias Frustradas se destaca dentro da franquia justamente por saber dosar melhor seus elementos, explorar bem seus personagens principais e usar as situações da viagem como motor da comédia, sem transformar cada cena em um excesso de absurdos gratuitos. É um filme que funciona mais pelo conjunto do que por piadas isoladas, e por isso acaba sendo um dos mais agradáveis da série.
"Não há nada tão ruim que não possa piorar", se as estradas gringas não foram o bastante pra família Griswold, tinha ainda o Velho Continente inteiro pra que eles possam explorar e sofrer. "Férias Frustradas II" é o Ó.
Clark Griswold (Chevy Chase), sua esposa Ellen (Beverly D'Angelo) e seus dois filhos agora crescidos Rusty (Jason Lively) e Audrey (Dana Hill), participam de um game show na TV e ganham uma viagem com tudo pago para a Europa.
Londres, Paris, Roma e Alemanha, Clark Griswold e sua família, levam o mal agouro por onde passam, com frustrações, mal entendidos e escolhas ruins que só os Griswold, em todo planeta conseguem fazer. A família Griswold, com sua mentalidade típica de turistas americanos, mergulha de cabeça em tudo quanto é situação, transformando uma simples viagem de férias, quase que num caso pra Interpol e OTAN, resolverem.
É muita bizarrice, mas é bem legal! Se não bastasse as trapalhadas do Clark no filme, o resto da família mostra que o Universo e a cegonha. não erram a casa. Ellen, Audrey e Rusty, são atraídos para cada situação, que acabam atraindo uma dupla de ladrões pra dar testar mais ainda a sorte deles. E o resultado é uma maluquice atrás da outra.
A direção agora a cargo da Amy Heckerling, acaba dando mais ritmo e charme pro filme, com as constantes mudanças continua de países, coisa que me agradou bastante! Fazer outra trip pelos EUA, seria muito arriscado, pelo fato do primeiro filme ter explorado com sucesso as entranhas do pais. A Europa foi o caminho certo, e trama se desenvolveu bem, com cenas engraçadas e situações embaraçosas.
Foi legal rever! Mesmo estando um pouco abaixo do primeiro, eu me distrai bastante e dei boas risadas. Vale muito a pena conhecer.
Nesta sequência a família Griswald vai para a Europa depois de ganhar uma viagem com despesas pagas, em um Quiz Show. Durante a viagem eles visitam pontos turísticos em Londres, Paris, Baviera e Itália.
A ideia até podia funcionar, mas dá a impressão de que a produção e elenco viajaram pra Europa sem um roteiro definido e foram improvisando piadas e situações durante a viagem.
Tudo é muito aleatório e faltou um enredo mais bem elaborado para conectar as passagens pelos países. Tem uma subtrama sobre um sequestro que é quase incompreensível, deveria servir pra movimentar o filme mas só mostrou o nível amador da produção.
Assim como o primeiro são mostradas alguns detalhes sobre os pontos por onde a família vai passando que acabam valendo a pena pela curiosidade. Também merece reconhecimento o trabalho que deve ter dado para produzir cenas de perseguições em pontos turísticos.
Mas tirando isso, é uma comédia pastelão que falha em não ser engraçada. As piadas não são das mais criativas e as situações criadas parecem muito artificiais. Ou seja, mais uma continuação feita às pressas só pra "caçar níqueis"...
Risadas garantidas para quem nasceu nos anos 80 ou antes. Gosto tanto que tenho até o box em Blu-ray com todos os filmes.
Em National Lampoon’s European Vacation (1985), lançado no Brasil como Férias Frustradas, foi o melhor que eu vi da série de filmes dos Griswold até agora. O humor funciona muito bem aqui, não é forçado, e as situações não são tão absurdas e artificiais como em alguns filmes em que tudo dá errado de uma maneira extremamente forçada. Existe um equilíbrio melhor entre o caos natural da viagem e as confusões que surgem da personalidade dos personagens, o que torna tudo mais divertido e menos cansativo.
Clark Griswold (Chevy Chase) e Ellen Griswold (Beverly D’Angelo) estão muito bem, repetindo seus papéis com segurança e carisma. Os dois têm uma conexão clara em cena, um entrosamento muito bom, e isso ajuda bastante a sustentar o filme mesmo quando as situações começam a sair do controle. Clark segue obcecado pela ideia de proporcionar férias perfeitas para a família, mesmo quando tudo ao redor prova o contrário, enquanto Ellen funciona como um contraponto mais consciente, ainda que muitas vezes igualmente perdida naquele roteiro de desastre turístico pela Europa.
Os filhos, que mudam novamente aqui — algo que vai se tornar corriqueiro nos filmes da série —, são bem diferentes entre si e destoantes no conjunto. Rusty Griswold (Jason Lively) é um bom personagem, entrega boas cenas e reage de forma até crível às situações constrangedoras e caóticas em que a família se mete, principalmente nos encontros culturais totalmente equivocados e nos momentos em que Clark insiste em decisões claramente erradas. Já Audrey Griswold (Dana Hill) é chata, feia, irritante e passa o filme inteiro reclamando de tudo, seja da viagem, dos lugares, da família ou das situações em que se envolve. Acaba sendo uma personagem esquecível e decepcionante, sem grandes momentos que realmente justifiquem sua presença, até sua voz irrita.
Vale também um comentário à parte sobre Dana Hill, a atriz que interpreta Audrey Griswold. Ela morreu muito jovem, aos 32 anos, em 1996, por complicações graves decorrentes de diabetes tipo 1, condição que ela tinha desde a infância. A doença acabou causando um AVC, deixando-a em coma por um período, e posteriormente levou à falência respiratória. Uma trajetória curta e bastante triste, que acabou interrompendo de forma precoce sua carreira no cinema e na televisão.
O filme cresce justamente nas situações espalhadas pela viagem europeia, como a confusão interminável na rotatória, a visita completamente desastrosa aos pontos turísticos, os encontros constrangedores com culturas diferentes e a constante sensação de que os Griswold nunca estão exatamente no lugar certo, nem da maneira certa. Tudo isso reforça o humor sem precisar apelar para exageros constantes.
Eric Idle aparece em cerca de três momentos diferentes, sempre em situações em que ele basicamente só se dá mal, funcionando quase como uma piada recorrente do filme. A presença dele lembra muito o tipo de personagem que Gene Wilder costumava interpretar, a ponto de, em um primeiro momento, eu realmente ter achado que era o próprio Gene Wilder. Essas participações rápidas ajudam a manter o ritmo e acrescentam um humor meio cruel, mas eficiente.
No geral, Férias Frustradas se destaca dentro da franquia justamente por saber dosar melhor seus elementos, explorar bem seus personagens principais e usar as situações da viagem como motor da comédia, sem transformar cada cena em um excesso de absurdos gratuitos. É um filme que funciona mais pelo conjunto do que por piadas isoladas, e por isso acaba sendo um dos mais agradáveis da série.
Assistido em 02/01/2026
"Não há nada tão ruim que não possa piorar", se as estradas gringas não foram o bastante pra família Griswold, tinha ainda o Velho Continente inteiro pra que eles possam explorar e sofrer. "Férias Frustradas II" é o Ó.
Clark Griswold (Chevy Chase), sua esposa Ellen (Beverly D'Angelo) e seus dois filhos agora crescidos Rusty (Jason Lively) e Audrey (Dana Hill), participam de um game show na TV e ganham uma viagem com tudo pago para a Europa.
Londres, Paris, Roma e Alemanha, Clark Griswold e sua família, levam o mal agouro por onde passam, com frustrações, mal entendidos e escolhas ruins que só os Griswold, em todo planeta conseguem fazer. A família Griswold, com sua mentalidade típica de turistas americanos, mergulha de cabeça em tudo quanto é situação, transformando uma simples viagem de férias, quase que num caso pra Interpol e OTAN, resolverem.
É muita bizarrice, mas é bem legal! Se não bastasse as trapalhadas do Clark no filme, o resto da família mostra que o Universo e a cegonha. não erram a casa. Ellen, Audrey e Rusty, são atraídos para cada situação, que acabam atraindo uma dupla de ladrões pra dar testar mais ainda a sorte deles. E o resultado é uma maluquice atrás da outra.
A direção agora a cargo da Amy Heckerling, acaba dando mais ritmo e charme pro filme, com as constantes mudanças continua de países, coisa que me agradou bastante! Fazer outra trip pelos EUA, seria muito arriscado, pelo fato do primeiro filme ter explorado com sucesso as entranhas do pais. A Europa foi o caminho certo, e trama se desenvolveu bem, com cenas engraçadas e situações embaraçosas.
Foi legal rever! Mesmo estando um pouco abaixo do primeiro, eu me distrai bastante e dei boas risadas. Vale muito a pena conhecer.
Nesta sequência a família Griswald vai para a Europa depois de ganhar uma viagem com despesas pagas, em um Quiz Show. Durante a viagem eles visitam pontos turísticos em Londres, Paris, Baviera e Itália.
A ideia até podia funcionar, mas dá a impressão de que a produção e elenco viajaram pra Europa sem um roteiro definido e foram improvisando piadas e situações durante a viagem.
Tudo é muito aleatório e faltou um enredo mais bem elaborado para conectar as passagens pelos países. Tem uma subtrama sobre um sequestro que é quase incompreensível, deveria servir pra movimentar o filme mas só mostrou o nível amador da produção.
Assim como o primeiro são mostradas alguns detalhes sobre os pontos por onde a família vai passando que acabam valendo a pena pela curiosidade. Também merece reconhecimento o trabalho que deve ter dado para produzir cenas de perseguições em pontos turísticos.
Mas tirando isso, é uma comédia pastelão que falha em não ser engraçada. As piadas não são das mais criativas e as situações criadas parecem muito artificiais. Ou seja, mais uma continuação feita às pressas só pra "caçar níqueis"...
Crítica aos atrapalhados turistas americanos em trânsito em outras terras.