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Duração
Um casal jovem, morador da periferia de São Paulo, luta com as raras oportunidades de emprego e os abusos dos patrões. Quando descobrem que vão ter um filho, eles pensam se terão condições de criar uma criança, e decidem que a melhor opção é abortar.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
ALTAMENTE COMUNISTA!
viver em negação da realidade por sobrevivência cansa mas viver com todos ao seu redor em negação da realidade é ainda mais exaustivo.
no entanto, filmes como esse, que explicitam essa realidade, de alguma maneira, fazem que eu me sinta menos louca, fazem valer a pena estar viva, nem que seja por 63 minutos
a vida é o maior dos filmes de terror
e a gente tá preso nessa merda
Se o meu primeiro contato com o diretor (num filme posterior), não foi dos melhores, aqui, fiquei deslumbrado: amei a inaudita combinação entre cenas de um curta-metragem do Charles Chaplin (com legendas proudhonianas), canção da Patti Smith e emulações brechtianas. Como eu trabalhei alguma tempo como atendente de telemarketing, reconheci a extrema realidade de algumas situações descritas. Não é um documentário, entretanto: as situações envolvendo homens grávidos são muito boas, ainda que excessivamente ostensivas em seu efeito positivamente "lacrador". O uso da dissociação sonora nalguns diálogos é esplêndido. Genial, aliás! (WPC>)