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Data de lançamento
16 Dez. 2011Duração
Em 1937, Nanquim encontra-se na frente de batalha entre China e Japão. Enquanto o exército imperial japonês invade a capital da China, os habitantes desesperados procuram refúgio atrás dos muros de uma catedral ocidental. Ali, John Miller (Christian Bale), um americano preso no meio do caos da batalha e da ocupação que se segue abriga-se, seguido por um grupo de estudantes inocentes e quatorze prostitutas, igualmente determinadas a fugir dos horrores que ocorrem do lado de fora da catedral. Lutando para sobreviver à violência e perseguição do exército japonês, um ato de heroísmo acaba levando um grupo aparentemente discrepante, a arriscar suas vidas pelo bem de todos.
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As mulheres sempre a frente de seu tempo. Usando a caneta da dignidade escreveu seu nome na história.
Outro exemplo real:
Momentos antes de sua execução, ela sorriu para seus algozes — e, 54 anos depois, o comandante japonês que ordenou sua morte ainda não conseguia esquecer seu rosto.
Cheng Benhua nasceu em 1914, em uma família de agricultores na aldeia de Gaoxiang, no condado de Hexian, província de Anhui, na China. Seu pai, Cheng Chihe, e sua mãe, de sobrenome Liang, criaram juntos cinco filhos. Cheng era a terceira entre quatro irmãos de sangue e tinha ainda um meio-irmão mais novo, fruto de um segundo relacionamento do pai.
Desde cedo, Cheng demonstrava uma determinação incomum. Durante o ensino médio, recebeu treinamento de sobrevivência e liderança junto ao 1194º Regimento dos Escoteiros da China — uma experiência que moldaria seu caráter de formas que ela jamais poderia prever.
Quando a Segunda Guerra Sino-Japonesa começou, em 1937, Cheng juntou-se à resistência contra a ocupação japonesa. Como tantas jovens chinesas da época, o amor pela pátria a empurrou para a luta. No mesmo ano, ficou noiva de Liu Zhiyi, também combatente da resistência. O futuro que planejavam juntos foi breve: Liu morreu em combate no início de 1938, poucos meses após o noivado.
Cheng continuou lutando.
Em abril de 1938, foi capturada durante um confronto em seu condado natal por forças japonesas comandadas por Koichi Yamashita, do 13º Regimento da 6ª Divisão do Exército Imperial Japonês. O que se seguiu foi brutal: Cheng foi torturada durante interrogatórios e violentada por vários guardas.
Dias depois, quando a unidade japonesa recebeu ordens para se deslocar, Cheng e outros combatentes capturados foram condenados à execução. Como forma final de tortura psicológica, ela foi obrigada a assistir enquanto alguns de seus companheiros eram mortos a golpes de baioneta — uma tentativa de quebrar sua vontade e arrancar informações.
Mas Cheng Benhua não se quebrou.
Quando chegou sua vez, um jornalista japonês incorporado à tropa registrou uma fotografia que atravessaria décadas e fronteiras. Na imagem, Cheng aparece serena, com um leve sorriso no rosto — desafiadora, destemida, digna diante da morte iminente. Ela não entregou nenhuma informação. Não demonstrou medo.
Ela tinha apenas 24 anos.
O comandante Yamashita, que havia ordenado sua execução, ficou tão impactado por sua postura que guardou a fotografia. No verso, escreveu:
“Cheng Benhua, 24 anos” — garantindo que seu nome não fosse esquecido.
Décadas se passaram.
Em 1992, o escritor chinês Fang Jun estudava no Japão e vivia com uma família anfitriã que incluía Isamu Kobayashi, veterano da Segunda Guerra Mundial que havia servido ao lado de Yamashita. Ambos, carregando o peso de suas ações durante a guerra, colaboraram com Fang em um projeto acadêmico — uma tentativa de lidar com a culpa pelos crimes cometidos na China.
Entre os materiais compartilhados por Yamashita estava a fotografia de Cheng Benhua. Ele contou a Fang que a expressão daquela jovem o assombrara por mais de cinquenta anos. Dissera que escrevera o nome no verso para jamais esquecer a mulher que enfrentou a morte com tamanha serenidade.
A fotografia acabou retornando à China. Em 2005, foi publicada em uma revista de grande circulação da província de Shandong. Em 2009, um editor de uma revista local de Hexian iniciou uma busca pela família de Cheng. Encontraram Xu Renzhen, então com 92 anos, cunhada de Cheng, casada com um de seus irmãos mais novos. Xu confirmou: a mulher da fotografia era, de fato, Cheng Benhua.
Pela primeira vez em mais de 70 anos, a família soube o destino que ela teve.
Em 25 de dezembro de 2012, Cheng Naifu — o membro mais velho ainda vivo da família — levou uma cópia emoldurada da fotografia até o salão ancestral da família Cheng. Foi um sepultamento simbólico, um gesto de respeito e memória para uma mulher a quem a vida negara honras formais.
A história de Cheng Benhua não é apenas sobre guerra ou sofrimento.
É sobre a força indestrutível do espírito humano.
É sobre encarar o pior que a humanidade pode infligir e, ainda assim, recusar-se a perder a dignidade. Seu sorriso, capturado em seus últimos instantes, fala através das gerações: desafio, coragem e um amor feroz pela pátria que nenhuma crueldade conseguiu apagar.
Hoje, uma estátua de Cheng Benhua ergue-se em Nanjing. Ela é lembrada não como vítima, mas como símbolo de resistência — uma jovem que, aos 24 anos, escolheu a coragem em vez do medo, a dignidade em vez da submissão, e deixou ao mundo uma imagem que continua a inspirar milhões.
Eu já havia lido sobre os massacres em Nanquim, porém quando vc assiste uma retratação, é muito mais impactante, quantas atrocidades que os militares japoneses causaram à China e pelo oq pesquisei, nunca se desculparam adequadamente...
Christian Bale estava ótimo!
Revisto e me lembrava de muitas coisas, pois é um filme impactante, muito bonito, triste e emocionante.
Traumatizada estou, óbvio que por ser um filme de guerra seria algo triste porém não imaginava que seria algo tão pesado. As mulheres são a luz nesse filme, junto com o Christian Bale que torna o filme menos pesado com suas piadinhas, eu adorei o personagem dele e não esperava ver ele de padre aqui, foi uma surpresa muito agradável e obviamente ele se destaca naturalmente.
Me emocionei em alguns momentos e eu estou revoltada que o final não mostra o que aconteceu com aquelas mulheres. Apenas assisti esse filme por causa do Christian Bale e me deparei com uma história pesada, triste e brutal. Eu fiquei chocada com as cenas de tortura, não vou conseguir esquecer esse filme.
A cena das mulheres cantando é Absolute Cinema. O filme não tem esse tom pesado sempre, ele tem uma tensão sexual, um pouco de humor. Adorei ver as meninas do convento com as mulheres do bordel, enfim. Intenso, brutal e marcante.
Fiquei tão apegada a história que acabei me emocionando com o Christian Bale rezando porém ele está muito gostoso de padre, desculpa. Não vou conseguir esquecer esse filme tão cedo.
Um dos finais mais pesados que já vi em filmes. Assisti há muitos anos atrás e não sei se pretendo revisitá-lo. Não é um primor de filme, já não era mais o auge do diretor, mas a atuação do Bale compensa e, claro, o final brutal.
18.4.25