Lisa, uma fotógrafa, desaparece. A última informação que se tem é que ela fotografou estádios de futebol em sete vilarejos diferentes por toda a Geórgia. Seu pai, Irakli, decide procurá-la e viaja para esses lugares. A tensão aumenta nessas aventuras simples e às vezes divertidas, à medida que cada campo de futebol e cada vila percorrida deixam menos chances de encontrar Lisa.
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Infelizmente, o elogiado trabalho anterior do realizador - O QUE VEMOS QUANDO OLHAMOS PARA O CÉU? - não funcionou comigo, de modo que adentrei a sessão desconfiado, mas logo percebi-me arreganhado, deslumbrado, fascinado, apaixonado, encantado - e assim permaneci pelas três horas de duração. Tive a bênção de assistir a este filmaço em companhia de amigos - também arrebatados pelo filme - e, ao final, levamos a cabo um debate sobre a obra que, pasmem, desencadeou num convite de entrevista para o diretor, que conversou conosco um dia após a sessão. Foi mágico: fiquei com vontade de assistir ao seu primeiro filme, de rever aquele que desgostei anteriormente e de imergir com mais esperança - e coração aberto - na safra contemporânea: esta obra-prima hodierna devolveu-me a fé no Século XXI, seja por aquilo que advém dos estratagemas de filmagem (através de um aparelho precário que não impede a manifestação de enquadramentos e movimentos de câmera epifânicos), seja pela reiteração discursiva contida no elã de enfrentamento relacional, acerca da gentrificação progressiva, que destrói não apenas aquilo que amamos, mas os terrenos em que este amor pode ser manifestado. Potência em estado bruto, convertida em ação, em movimentação, em superação, em memória... Um filme que torna sensível até o que é descorporificado. Supremo! (WPC>)
Experimentalismo, vanguarda e muita paisagem desfocada.