Assisti fazendo um trabalho manual, dividindo o olhar e a atenção com o filme, só assim me permiti.
Achei o início absolutamente constrangedor, durante a coletiva com aquelas cenas da assistente de France com ela, o que foi aquilo ?!?!
Há momentos interessantes e outros bem vexatórios.
A cena do acidente na estrada foi surreal: nem o carro nem o caminhão frearam durante vários e vários metros, e quando o caminhão finalmente freou foi para direcioná-lo à beira do alto do precipício, sério isso ?!
E pior é que há situações muito mal explicadas ou apresentadas, como, p.ex., quando ninguém expôs o "caso amoroso" de France (que teve um encontro em público em um café), uma celebridade reconhecida nas ruas a todo momento.
E se a família Adams tivesse um apartamento em Paris seria o dela, que decoração mais funesta !
Filme mais para contemplativo, pra quem quer um "alternativo".
Deve se ter algum trocadalho com o País nas entrelinhas, mas na realidade parece muito mais um filme feito milimetricamente para a Léa Seydoux, soltar sua atuação, por que tudo a sua volta tem momentos parecendo novela europeia, momentos bem amadores, desconcertantes, atuações horrendas como a do jornalista do resort, um marido que muitas vezes parece exalar inveja e nojo da France, e um filho apático e mal educado.
E é nessa linha que Lea faz uma jornalista celebridade, uma espécie de Oprah francesa com Cabrine, que com o tempo de tanto subjugar seus sentimentos, em prol de seu profissional, cai de paraquedas dentro de seu vazio interior. Como escrevi tem uma boa historia, andamento meio cambaleante, as filmagens externas em guerras é de um amadorismo surreal, mas passa a ideia do roteiro, o problema é esse, um roteiro que diz algo, mas uma filmagem, como diz o Cabanes, blaze do jeito francês posudo, nariz empinado. E um final bem esquisito.
Cara a cena do capotamento do carro com o marido e filho e posterior encenação da France no cemitério , poderia ter sido cortada, sinceramente que mal feita, sei que talvez tenha sido ate um livramento, mas a frieza de todo arco e novelesco.
O começo dá vergonha alheia, chega a ser embaraçoso continuar. Depois continua de forma modorrenta, com a protagonista carregando a chatice nas costas. Quando eu penso deve tá acabando, chegou na metade.
Uma filmografia que se perde no foco profissional e pessoal da biografada e acaba não entregando nenhuma coisa nem outra. Apesar de tecnicamente bem feito, não fosse o carisma e talento de Adele, Frances é uma obra desinteressante e fadada ao desconhecimento do público.
Puxa vida. A nota do filme, principalmente no imdb, não condiz com a qualidade. A obra teve pouca repercussão e audiência. Gostei muito das várias facetas da personagem principal. Ela tenta de verdade mudar seu perfil muitas vezes, mas não consegue. O choro a todo momento deixa isso claro. Em vez de tentar mudar a si mesma e melhorar o mundo, ela percebe quão difícil é largar uma vida de privilégios e babões, apesar da sensibilidade adquiria pós acidente. Nota 8/10
Assisti fazendo um trabalho manual, dividindo o olhar e a atenção com o filme, só assim me permiti.
Achei o início absolutamente constrangedor, durante a coletiva com aquelas cenas da assistente de France com ela, o que foi aquilo ?!?!
Há momentos interessantes e outros bem vexatórios.
A cena do acidente na estrada foi surreal: nem o carro nem o caminhão frearam durante vários e vários metros, e quando o caminhão finalmente freou foi para direcioná-lo à beira do alto do precipício, sério isso ?!
E pior é que há situações muito mal explicadas ou apresentadas, como, p.ex., quando ninguém expôs o "caso amoroso" de France (que teve um encontro em público em um café), uma celebridade reconhecida nas ruas a todo momento.
E se a família Adams tivesse um apartamento em Paris seria o dela, que decoração mais funesta !
Filme mais para contemplativo, pra quem quer um "alternativo".
Deve se ter algum trocadalho com o País nas entrelinhas, mas na realidade parece muito mais um filme feito milimetricamente para a Léa Seydoux, soltar sua atuação, por que tudo a sua volta tem momentos parecendo novela europeia, momentos bem amadores, desconcertantes, atuações horrendas como a do jornalista do resort, um marido que muitas vezes parece exalar inveja e nojo da France, e um filho apático e mal educado.
E é nessa linha que Lea faz uma jornalista celebridade, uma espécie de Oprah francesa com Cabrine, que com o tempo de tanto subjugar seus sentimentos, em prol de seu profissional, cai de paraquedas dentro de seu vazio interior. Como escrevi tem uma boa historia, andamento meio cambaleante, as filmagens externas em guerras é de um amadorismo surreal, mas passa a ideia do roteiro, o problema é esse, um roteiro que diz algo, mas uma filmagem, como diz o Cabanes, blaze do jeito francês posudo, nariz empinado. E um final bem esquisito.
Cara a cena do capotamento do carro com o marido e filho e posterior encenação da France no cemitério , poderia ter sido cortada, sinceramente que mal feita, sei que talvez tenha sido ate um livramento, mas a frieza de todo arco e novelesco.
O começo dá vergonha alheia, chega a ser embaraçoso continuar.
Depois continua de forma modorrenta, com a protagonista carregando a chatice nas costas. Quando eu penso deve tá acabando, chegou na metade.
Uma filmografia que se perde no foco profissional e pessoal da biografada e acaba não entregando nenhuma coisa nem outra. Apesar de tecnicamente bem feito, não fosse o carisma e talento de Adele, Frances é uma obra desinteressante e fadada ao desconhecimento do público.
Puxa vida. A nota do filme, principalmente no imdb, não condiz com a qualidade. A obra teve pouca repercussão e audiência.
Gostei muito das várias facetas da personagem principal. Ela tenta de verdade mudar seu perfil muitas vezes, mas não consegue. O choro a todo momento deixa isso claro.
Em vez de tentar mudar a si mesma e melhorar o mundo, ela percebe quão difícil é largar uma vida de privilégios e babões, apesar da sensibilidade adquiria pós acidente.
Nota 8/10