Dirigido por
Data de lançamento
26 Out. 2011Duração
Depois de uma discussão com sua esposa, Nasser-Ali descobre que seu tar (um instrumento iraniano) quebrou. Ele procura por um outro que o substitua, mas não encontra. Nasser-Ali jura, então, que se suicidará. Oito dias depois, ele o faz. Esta é a história de sua última semana de vida, onde vemos flashbacks e flash forwards de sua vida anterior e também o futuro de seus filhos. Vendo a caminhada de sua via, percebemos exatamente por que ele escolheu acabar com sua vida e a profundidade desta escolha.
O filme foi selecionado para o 68º Festival de Veneza.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Tem sua magia.
Mas falta algo.
Um filme muito bonito, técnica fotográfica impecável, as alternâncias entre cenas claras e mais abertas e outras com planos mais fechados e escuros, junto de um roteiro não linear bem desenvolvido e com uma direção digna deixam o filme com muita personalidade. A estória é repleta de pequenos detalhes, metáforas e transições de uma cena a outra de maneira muito inteligente, dando uma ênfase em cada ponto narrativo proposto, que aos poucos vai fazendo o espectador ligar toda a trama e sentir toda a profundidade de sentimentos que ela carrega.
A princípio podemos até achar ser uma trama de menor valor e “estranha” pela forma de como ela se apresenta, talvez por não existir uma identificação imediata com o nosso protagonista Nasser Ali Khan (Mathieu Amalric), pois ele, a priori, se mostra um tanto excêntrico, incompreendido numa crise de meia idade, dentro de uma vida que talvez não tenha sonhado ser o ideal para si. No entanto, no decorrer do filme vamos sentindo o quão profunda é sua história, sua busca fracassada pela felicidade e sua depressão junto com o ideal de que a morte seria sua única e derradeira solução para o ponto em que se encontrava. E em meio a esse caos existencial, percebemos que não existem culpados para tudo aquilo, apenas encontros, desencontros e causalidades. Nem sempre é possível termos o que queremos, e isso de alguma forma nos afeta, essas frustrações que fazem parte da vida nos permeiam o tempo todo e carregamos isso, e muitos podem chegar ao ponto de renunciar à vida de alguma forma nesse processo. Apenas não nos cabe julgar!
Visualmente impecável,traz um romance bem aflorado e que rende os melhores momentos do filme.A ambientação enriquece o conto,mesmo sendo vagaroso em alguns momentos e quase não sair de onde estacionou.Melancólico e objetivo.
>Assistido em 10 de Janeiro de 2022
-Dou nota 7/10
Filmão!
Adaptação tão boa quanto a hq.
"É pela arte que compreendemos a vida. A vida é um sopro. A vida é um suspiro. É nesse suspiro que você tem que se agarrar."