Um rico industrial americano tenta se reconectar com sua filha durante uma luxuosa viagem a Paris. Infelizmente, a culinária francesa, um filme de terror dos anos 1950 e um funcionário intrusivo do hotel interrompem o bom andamento da estadia.
Apreciadores do cinema nonsense/surrealista já conhecem Quentin Dupieux, que tem um estilo próprio com o “humor absurdo e morto” (chamado de “Deadpan”). Também produtor musical e compositor, conhecido na música como Mr. Oizo, Dupieux costuma reunir dramas com comédia e cenas escatológicas e sangrenta em seus filmes, como em “Full Phil” (o desfecho explicará o título do filme). É o primeiro filme dele com elenco americano e falado em inglês – a maioria de seus filmes são franceses, já trabalhou com os principais nomes de lá, como Jean Dujardin, Gilles Lellouche, Vincent Lacoste, Anaïs Demoustier, Léa Seydoux, Vincent Lindon e Louis Garrel. É um mestre nessa linguagem debochada e caricatural, agora fazendo um comentário crítico ao consumismo. Philip (Woody Harrelson), um industrial norte-americano, leva sua filha, Madeleine (Kristen Stewart) para uma viagem à Paris. Hospedam-se em um hotel de luxo e tentam uma reconexão após longo período de afastamento. Madeleine passa as horas comendo bolos e tortas, assistindo no notebook um filme scifi B, de um monstro que come cabeças humanas (no filme PB, há participação da atriz Emma Mackey). A chegada de Lucie (Charlotte Le Bon), uma funcionária do hotel, ao quarto ameaçará a aparente tranquilidade de pai e filha. Prepare-se por situações absurdas, grotescas, virando pastelão e gore, como é de se esperar no cinema de autor de Dupieux (quem viu dele “Rubber - O pneu assassino” e “Deerskin” sabe do que falo). É uma brincadeira a dois, com direito a um trabalho solto e à vontade de Woody Harrelson e Kristen Stewart. É o quarto filme de Dupieux na Mostra ao longo dos anos. Exibido no Festival de Cannes, está na seção Perspectiva Internacional da 50ª Mostra, com exibição nos dias 19, 22 e 27/10. POR FELIPE BRIDA - Publicado no blog Cinema-naweb blogspotcom, em 18/10/2026
Apreciadores do cinema nonsense/surrealista já conhecem Quentin Dupieux, que tem um estilo próprio com o “humor absurdo e morto” (chamado de “Deadpan”). Também produtor musical e compositor, conhecido na música como Mr. Oizo, Dupieux costuma reunir dramas com comédia e cenas escatológicas e sangrenta em seus filmes, como em “Full Phil” (o desfecho explicará o título do filme). É o primeiro filme dele com elenco americano e falado em inglês – a maioria de seus filmes são franceses, já trabalhou com os principais nomes de lá, como Jean Dujardin, Gilles Lellouche, Vincent Lacoste, Anaïs Demoustier, Léa Seydoux, Vincent Lindon e Louis Garrel. É um mestre nessa linguagem debochada e caricatural, agora fazendo um comentário crítico ao consumismo. Philip (Woody Harrelson), um industrial norte-americano, leva sua filha, Madeleine (Kristen Stewart) para uma viagem à Paris. Hospedam-se em um hotel de luxo e tentam uma reconexão após longo período de afastamento. Madeleine passa as horas comendo bolos e tortas, assistindo no notebook um filme scifi B, de um monstro que come cabeças humanas (no filme PB, há participação da atriz Emma Mackey). A chegada de Lucie (Charlotte Le Bon), uma funcionária do hotel, ao quarto ameaçará a aparente tranquilidade de pai e filha. Prepare-se por situações absurdas, grotescas, virando pastelão e gore, como é de se esperar no cinema de autor de Dupieux (quem viu dele “Rubber - O pneu assassino” e “Deerskin” sabe do que falo). É uma brincadeira a dois, com direito a um trabalho solto e à vontade de Woody Harrelson e Kristen Stewart. É o quarto filme de Dupieux na Mostra ao longo dos anos. Exibido no Festival de Cannes, está na seção Perspectiva Internacional da 50ª Mostra, com exibição nos dias 19, 22 e 27/10. POR FELIPE BRIDA - Publicado no blog Cinema-naweb blogspotcom, em 18/10/2026
Assisti em 27/10/2026 na 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.