Dirigido por
Data de lançamento
27 Julho 2026A agente do FBI Alice Black está à caça de uma misteriosa e calculista assassina em série. Ambas trilham caminhos distintos em busca de justiça, e à medida que suas vidas começam a se entrelaçar, a linha entre o certo e o errado se torna cada vez mais tênue.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Me venderam Furious como uma super série, mas o que recebi foi uma série ok, normal, igual a tantas outras.
A premissa até é interessante: crimes envolvendo uma rede de abuso e aliciamento de menores, à la Epstein. O problema é que a série não empolga tanto quanto poderia. O antagonista não é uma presença forte. O roteiro é esticado e poderia tranquilamente ter sido contada em quatro/cinco episódios, mas se estende em cenas que pouco ou nada acrescentam à narrativa.
Outro problema é que a série não sabe exatamente que tom quer ter. Ela começa se apresentando como um drama sério, mas, em vários momentos, decide fazer graça... e a mistura simplesmente não funciona.
A ridicularização do "agente especial do FBI" japa é um exemplo. Do nada, o personagem, que até então se mostrava competente, vira um completo tonto. O mesmo acontece com a Nora. E aquelas "brincadeiras" do Alden durante o depoimento sobre Catherine? Gente... ficou tudo muito paspalhão. Fiquei com vergonha alheia.
E aí temos um dos plots: descobrimos que Alice também foi vítima de aliciamento e abusos e que, inclusive, teve um filho. Só que a narrativa não constrói isso em momento algum, nem de maneira sutil.
Até então, o foco da personagem estava no abandono parental e na violência doméstica cometida pelo namorado. De repente, ela simplesmente aparece em um vídeo e descobrimos toda essa história. Do absoluto nada.
Plot não funciona assim. Você precisa plantar alguma coisa antes para que, quando a revelação aconteça, ela tenha peso. Aqui, pareceu apenas uma informação jogada para criar impacto.
Também existem algumas conveniências de roteiro bem estranhas. A tal Catherine entra na casa do advogado do magnata e simplesmente não sai. Ninguém expulsa, ninguém se impõe a presença dela. Ela vai ficando ali, sustentada por umas desculpas bobas, até o advogado vir ao encontro dela.
E isso volta ao problema do tom: a série não sabe se quer ser uma crítica séria ou ser cômica. É perfeitamente possível fazer as duas coisas mas é preciso saber equilibrar. Aqui, a mistura não funcionou. Em vários momentos, a situação deveria ser tensa ou dramática, mas a construção acaba deixando tudo meio caricatural.
A atriz de Shameless está bem. Ela claramente sabe fazer personagens traumatizadas. Mas a caracterização dela foi agressiva demais. Na tentativa de mostrar uma mulher desleixada, abandonada de si mesma e destruída pelo que viveu, fizeram um corte de cabelo horroroso na pobre. 😂 Mais estigma para cabelos crespos/ cacheados e volumosos.
O Jake Lacy também está lá fazendo o que ele aparentemente nasceu para fazer: o cara duvidoso.
E o final? Corrido, confuso e meio sem pé nem cabeça.
A fuga da Catherine permitida por Alice (num senso de revange)... as pessoas acessam as mansões com uma facilidade impressionante mas a polícia não. A mulher toma um tiro, tá lá quase morrendo, branca feito papel mas de repente corre e aparece em outro cômodo de pé, dona de si, gritando, apontando a arma para a filha do magnata. ai ai ai
Enfim... achei que faltou bossa. Faltou tempero. Faltou aquela coisa que faz uma série sair do "ok" e virar algo memorável.
Mediana.
Epstein files
pesado demais
Gostei. O texto é bom, as atuações, a história te envolve, e a atriz que faz a assassina está muito boa também.
Que deleite! Difícil séries de crime me prenderem atualmente, mas essa devorei com jeito voraz. Impecável e furiosa.