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Baseado em peça de Gholam-Hossein Saedi, que também contribuiu no roteiro. A Vaca é a história de Masht Hassan, orgulhoso proprietário da única vaca existente em uma aldeia pobre. Um dia, quando ele viaja a negócios, a vaca morre inesperadamente. Ao invéz de contar a verdade, os outros aldeões decidem dizer que o animal simplesmente se perdeu. Com tanto de sua identidade e de seu status relacionados à vaca, Hassan fica cada vez mais obcecado com a busca, ao ponto de enlouquecer. Financiado grande parte pelo governo do Xá, as imagens do filme do interior do Irã e da pobreza deixaram tão ultrajados os produtores que eles obrigaram os cineastas a colocar uma observação de que os eventos retratados haviam ocorridos muito antes do atual regime.
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Tem uma premissa até que charmosa, a ideia do personagem que tem algo precioso de seu perdido e os vizinhos, para o pouparem, inventam uma mentira que aos poucos o vai consumindo. Entretanto, lá pelas tantas a execução do filme empaca no mesmo ponto e você percebe que a obra não vai mais para lugar nenhum, tal como uma vaca atolada desnorteada. Se há algum simbolismo social aqui - e eu creio que de fato exista - ele se encerra em si mesmo, sem mais camadas para se aprofundar. O próprio plot da mentira se torna um ponto irrelevante no roteiro, pois, mesmo que os vizinhos tivessem contado a verdade, o desenlace da história provavelmente seria o mesmo (e o filme perde preciosos minutos nisso). Trata-se de uma obra com um bom começo, mas um final a desejar. Bem feita, a trama inteira caberia num curta-metragem. De pontos positivos, a bela fotografia em preto e branco e a atuação de Ezzatolah Entezami que, ironicamente, convence mais como vaca do que como ser humano.
Vencedor de um prêmio fora da competição principal no Festival de Berlim e do prêmio da Federação Internacional dos Críticos de Cinema no Festival de Veneza. Filme importantíssimo que marca a renovação do cinema iraniano, com verba do governo do Xá Pahlavi que ficou horrorizado com o resultado por achar que mostrava um Irã muito atrasado, teve sua licença de exportação negada e só foi exibido no Festival de Veneza, onde fez muito sucesso, por conta de uma cópia contrabandeada. O filme ainda teve dificuldades de ser exibido no próprio país e foi amplamente defendido pelo (ora vejam só) Aiatolá Khomeini (O mundo não dá voltas, capota!). Gostei bastante e acho que o que segura bastante tudo é o elenco que se entrega bastante, toda a história tem tantas camadas que o torna digno na posição que carrega hoje. O que é um homem sem sua posição perante a sociedade se não uma vaca?
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Não se trata de apego ao material, mas de o que acontece quando você perde, do nada, seu papel social.
Direção e atuação fora de série.
Bem diferente do que estou acostumado a assistir, o apego ao seu objeto de desejo o levou a locura, um tema interessante para estudo, muitos não conseguem se desprender do seu objeto de desejo onde os leva a depressão, ansiedade e a loucura... O final foi foda me levou a várias interpretações onde ao meu ver ficou faltando muitas respostas no filme.
Vale mais por mostrar como é a vida naquele vilarejo já que a trama principal se torna rídicula e enfadonha, mas é um bom filme.