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Data de lançamento
26 Set. 2020Duração
Youri, de 17 anos, mora no projeto habitacional Gagarine em Ivry-sur-Seine. Ele sonha com a conquista do espaço. Enquanto aguarda o retorno de sua mãe, ele mora sozinho em uma comunidade que sempre considerou ser sua família. Mas o bairro em ruínas está ameaçado de demolição. Youri não está pronto para deixar esse gigantesco muro de tijolos vermelhos que ele sempre viu como sua própria nave espacial. Portanto, quanto mais próxima a ameaça de despejo, mais ele insiste em consertar o lugar, em resistir, para salvar o bairro com o risco de sua própria vida.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Tinha altas expectativas para esse filme mas é bem fraquinho.. Decepção
As maiores qualidades que esse filme tem, ao meu ver, é ser visualmente lindo e bem inventivo. Mas tem umas coisas no enredo que são difíceis de aceitar como plausíveis... É surreal, e as vezes essa surrealidade passa do limite.
A França vem produzindo diversos conteúdos que destacam a periferia, marcada por desigualdades e várias línguas que se encontram. Neste filme, acompanhamos a história de Yuri, em referência ao astronauta Yuri Gargarin, e seu sonho de também tornar-se um astronauta, mas em meio a um edifício quase insalubre (sobre o qual ele luta contra a demolição).
Por mais que o filme seja poético, não sei ao certo o que é melhor para aquelas pessoas, afinal, o prédio de fato não está em boas condições, então eu particularmente fiquei com uma sensação meio dúbia. Mas a grande questão do filme é que ao focar acertadamente na história de Yuri, o filme mescla os sonhos ao apego às nossas condições de sobrevivência, de como as coisas se mesclam e se tornam únicas (veja o quarto de Yuri, sua visão de mundo, o próprio prédio tornando-se um ambiente de nave espacial). Assim, o filme consegue ser lírico na medida certa.
É uma proposta completamente diferente de "Athena", por exemplo, que parte para a violência e rebelião dos moradores, um filme de confronto e mais visceral. Aqui, é um filme poético, delicado, e os garotos se saem muito bem, não se torna melodramático. É pra realmente pensarmos sobre nossos sonhos, nossas raízes, nosso porquê no mundo.
Um roteiro muito criativo para um filme inovador e surpreendente. Li uma crítica na Internet e o título tem tudo a ver: "As máquinas de demolição não destroem sonhos". Um evento real abre brechas para a ficção, e o drama social flerta com o realismo fantástico. PS: Concorreu a diversos Prêmios, entre eles, Lumière 2022: premiado como Melhor Primeiro Filme;
Indicado ainda à Melhor Trilha Sonora e Revelação de Ator (Alseni Bathily).
Poético...vi dia 07/03/22.