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Data de lançamento
30 Nov. 1982Duração
África do Sul, início do século XX.
Após ser expulso da 1ª classe de um trem, o jovem e idealista advogado indiano (Ben Kingsley) inicia um processo de auto-avaliação da condição da Índia, que na época era uma colônia britânica, e seus súditos ao redor do planeta.
Já na Índia, através de manifestações enérgicas, mas não-violentas, atraiu para si a atenção do mundo ao se colocar como líder espiritual de hindus e muçulmanos.
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Um filme muito bem produzido, achei mais de 3 horas de filme bem desnecessárias, porém devido o contexto histórico e dada a importância de Gandhi para a sociedade, se torna compreensível.
Que personagem histórico!
Muito bom! Se tudo que aconteceu foi realmente dessa forma, posso dizer que a maioria dos colonizadores são uns verdadeiros demônios, o início do filme já me deixou irritado com a descriminação com a raça de Gandhi e muitas outras cenas que sugiram no decorrer do filme
Tem Alguns Spoilers...
"As gerações futuras não acreditarão que alguém assim, em carne e osso tenha passado por este mundo."
- Albert Einstein.
"Gandhi" é uma obra cinematográfica monumental que retrata a vida e a luta de Mahatma Gandhi, um homem simples que virou líder e orquestrou a independência da Índia do domínio britânico através da filosofia da desobediência civil não-violenta. Estrelado por Ben Kingsley o filme é um épico que mergulha na jornada de um homem que transformou a história, inspirando movimentos por direitos civis por todo o mundo.
O assassinato brutal do início, marca nossos olhos com o sangue e um ódio inexplicável, contra um homem velho, franzino e com algumas peças de roupas no corpo. A história que segue, mostram os feitos inacreditáveis de um homem estudado, mas vindo de família pobre como a maioria de seu povo, que sofreu de forma heroica, a discriminação e abusos das leis britânicas contra povos nativos na África do Sul, mas que chegaram até o seu pais natal com uma força gigantesca, inspirando as pessoas a se rebelarem de forma pacifica, contra a violência e o controle do império britânico.
Algo que perturbou as mentes e corações do governo que acabou sendo derrotado por suas próprias leis, por sua autoridade e por atos abomináveis contra o povo indiano. Mostrando um homem que representava uma ideia poderosa, um homem diante de um exército e um império que nunca via o sol se por pelo mundo. Mas que viu um a menos, com ações que quebraram a Terceira Lei de Newton (Toda ação, leva a uma ação igual ou proporcionada sobre o outro), que deveria ser repensada, se a reação for contraria e desproporcional a essa ação (Acho que eu criei a Lei de Vagner rsrsrs...).
"Satyagraha - A força da verdade ou resistência não-violenta", com essa filosofia aplicada contra os ingleses, Gandhi foi debulhando os generais a sua volta, como se fossem trigo, usando a verdade como arma e a paz como princípio. São cenas que fazem a gente voltar a acreditar nos seres humanos. Mas sabe, é constrangedor falar sobre Gandhi, quem sou eu pra ficar descrevendo suas ações e o que elas representaram na Índia e no mundo. Porém, eu acredito que Einstein teve razão, ninguém acredita que esse homem existiu! E minimizar sua existência, seus feitos gigantescos e seu exemplo parece ser uma Lei.
Richard Attenborough, dirige com uma intenção de documentar em forma de filme, a vida desse ser humano, que ser um mito védico do Mahabharata, mas que era apenas mais um funcionário da Dada Abdulla & Co. na África do Sul. Attenborough, recria os eventos como se fosse paginas vivas da história, com cenas que você desacredita da palavra "multidão". Acho que a Índia toda, ajudou fazer esse filme. O realismo é absurdo, as tomadas aéreas de algumas cenas mostra isso, e o estilo clássico do diretor toma conta dos inúmeros momentos de drama do filme.
É o papel da vida do Ben Kingsley, ele não apenas se parece fisicamente com Gandhi, mas incorpora o seu espirito. Uma calma inabalável, uma determinação férrea e uma profunda compaixão com seu povo. Kingsley captura a evolução de Gandhi no filme, que vai de um homem hesitante, se tornando o "Bapu", o pai da nação, um líder mundialmente reverenciado, mas que já era atribuído o "Mahatma" (Grande Alma ou Grande Espírito) no nome, logo quando veio da Africa do Sul. Ben Kingsley, captou essa transformação, com uma atuação maravilhosa que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator.
O filme tem cenas revoltantes, momentos que fazem entender o termo "Nazismo inglês" que foi aplicado à Índia. O massacre de Jallianwala Bagh, quebra nosso lado luz, e joga pras trevas a nossa humanidade. É inacreditável. E no julgamento no tribunal, esse termo, fez todo sentido.
"General Dyer... É verdade que mandou seus soldados atirarem no meio da multidão?
- Sim é verdade.
1 .51 6 vítimas com 1 .650 balas.
- Meu intuito foi dar uma lição na Índia inteira.
General... Se pudesse ter levado o carro blindado, teria aberto fogo com a metralhadora?
- Acho que sim.
General, o senhor percebeu que havia mulheres e crianças lá?
- Percebi.
E isso era irrelevante?
- Exatamente.
Posso perguntar como cuidou dos feridos?
- Ajudei os que solicitaram.
General, como é que uma criança atingida por uma bala solicita ajuda?..."
Para mim, o império britânico, a cora inglesa, caiu no massacre e assinada no tribunal.
O filme reserva muitas emoções, com as greves de fome, mais violência, mais mortes e reconhecimento internacional. Mas o ato que derrubou o governo britânico, foi uma das ações mais inacreditáveis da história desse planeta. Uma coisa simples, uma ação que destruiu qualquer pretensão do governo em continuar com seu domínio.
As cenas finais do filme são a do começo. Índia, Paquistão, politica, religião, fanatismo. O ser humano é foda. Você liberta um país, lutando com um exercito, fazendo sal e acaba morrendo pelas balas da revolução armada esquecida pelo povo.
"Gandhi" do Richard Attenborough, é mais que uma obra prima, é um filme que precisa ser visto antes que seja esquecido e considerado ficção.
"Seja a mudança que você quer ver no mundo" - Mahatma Gandhi.
22.07.1988