No primeiro dia de volta após as férias de verão, o grande imã desmaia e morre na frente de seus alunos em uma universidade de prestígio no Cairo. Isso marca o início de uma batalha implacável para que a influência tome seu lugar.
A edição desse filme é primorosa, mostrando que não precisa picotar o filme de forma não linear pra ser esperto. Centrando-se num garoto pobre que irá estudar em Cairo, ele será usado numa disputa de poder tenebrosa, revelando que por trás da religião há homens, cuja ganância vai movendo as instituições independentemente de ideologias. O filme acerta em cheio ao não fazer uma leitura apressada do lado político, inserindo o elemento individual num caos de vida ou morte, sem tomar partido, e ainda de quebra nos revela traços de como esse poder chega à mídia, à Universidade, ao Estado. Esse afastamento pode confundir alguns telespectadores ansiosos para ver quem é o verdadeiro vilão, ou para decifrar certos comportamentos políticos. No final, é cada um por si nesse mundo louco de fanáticos. Um retrato meio amargo, cujo ocidente não se difere tanto assim.
Vencedor de Melhor Roteiro no Festival de Cannes. O filme é bom, acho que se estende demais para chegar no desfecho e tudo se resolver de uma maneira muito simples. O elenco está muito bem e a parte técnica é competente. Tenho estudado árabe e convivido com muitos muçulmanos no trabalho, e apesar de continuar avesso a qualquer tipo de religião, no aspecto cultural é bastante interessante. Achei interessante como o diretor criticou tanto a religião muçulmana como também o preconceito que ela sofre, mas na balança geral achei o filme com uma visão muito ocidentalizada em certos aspectos. O filme na verdade é uma produção sueca, o diretor é um sueco de pai egípcio e vem fazendo filmes e séries para o mercado americano. Os atores principais são todos de etnias árabes meio que em exílio na Europa, mas como é um filme falado em árabe, que se passa no Egito e com cenas filmadas por lá, cadastrei como um filme egípcio no blog. Fico meio irritado que o único filme de língua árabe concorrendo ao Palma de Ouro nesse ano seja exatamente um filme árabe pasteurizado pela indústria europeia.
A edição desse filme é primorosa, mostrando que não precisa picotar o filme de forma não linear pra ser esperto. Centrando-se num garoto pobre que irá estudar em Cairo, ele será usado numa disputa de poder tenebrosa, revelando que por trás da religião há homens, cuja ganância vai movendo as instituições independentemente de ideologias. O filme acerta em cheio ao não fazer uma leitura apressada do lado político, inserindo o elemento individual num caos de vida ou morte, sem tomar partido, e ainda de quebra nos revela traços de como esse poder chega à mídia, à Universidade, ao Estado. Esse afastamento pode confundir alguns telespectadores ansiosos para ver quem é o verdadeiro vilão, ou para decifrar certos comportamentos políticos. No final, é cada um por si nesse mundo louco de fanáticos. Um retrato meio amargo, cujo ocidente não se difere tanto assim.
Um drama policial e político repleto de intrigas, suspense e thrillers paranoicos, tudo isso num cenário egípcio totalmente contemporâneo. Filmaço!!
então quem levou a culpa pelo assassinato? não me diz que foi o coitado do raed. 😭😭😭
mesquita of cards
Vencedor de Melhor Roteiro no Festival de Cannes. O filme é bom, acho que se estende demais para chegar no desfecho e tudo se resolver de uma maneira muito simples. O elenco está muito bem e a parte técnica é competente. Tenho estudado árabe e convivido com muitos muçulmanos no trabalho, e apesar de continuar avesso a qualquer tipo de religião, no aspecto cultural é bastante interessante. Achei interessante como o diretor criticou tanto a religião muçulmana como também o preconceito que ela sofre, mas na balança geral achei o filme com uma visão muito ocidentalizada em certos aspectos. O filme na verdade é uma produção sueca, o diretor é um sueco de pai egípcio e vem fazendo filmes e séries para o mercado americano. Os atores principais são todos de etnias árabes meio que em exílio na Europa, mas como é um filme falado em árabe, que se passa no Egito e com cenas filmadas por lá, cadastrei como um filme egípcio no blog. Fico meio irritado que o único filme de língua árabe concorrendo ao Palma de Ouro nesse ano seja exatamente um filme árabe pasteurizado pela indústria europeia.
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