Isadora descobre que sua mente está rapidamente se deteriorando. Numa aparentemente relaxada mesa de jantar, ela tentará desesperadamente esconder seu estado de sua filha, que apenas espera um sinal de senilidade da mãe para tomar-lhe tudo.
Essa atriz idosa é poderosíssima! Gente, vc jura que não é um personagem de tão expressiva e convincente que é a atuação da velha. E exatamente por ser tão convincente, vc sofre, vc sente, vc se desespera, se entristece.
Muito interessante uma comédia dramática que fala sobre o envelhecimento e as complicadas relações familiares, de um jeito sucinto mas com detalhes precisos, bom olhar do diretor que já mandou bem em A Baba, e acertou aqui novamente, inclusive com o mesmo elenco, conhecendo melhor o cinema chileno ultimamente e gostando bastante.
Óbvio que a saída mais fácil é julgar a filha, pela imaturidade, egoísmo e total frieza ao tratar a mãe. Julgamos um ato, e não a pessoa. Entender a pessoa levaria tempo demais, reflexão demais, conhecer demais sobre alguém. A mãe, apresentada de forma doce afetada pela senilidade, acaba sendo presa do interesse unicamente financeiro da filha.
Mas o que me interessa é entender porque a filha é do jeito que é: que tipo de mãe Isadora foi décadas atrás, ainda jovem? Como foi a criação da filha? Havia amor suficiente, carinho, bons tratos, afeto? Não podemos nunca desviar do fato de que os pais possuem uma influência muito forte sobre o que os filhos acabam se tornando.
Dito, uma coisa não justifica a outra. A filha deveria ter quebrado o ciclo de dor, ressentimento e miséria muito tempo atrás. Remoer tanto de nada adianta. Não foi capaz disso e hoje é um ser humano fracassado, amargurado e perseguido pelo que ela achava merecer da mãe.
Não acredito que haja inocentes, vítimas puras. Também não acredito que a intenção do filme tenha sido explorar qualquer tipo de reconciliação. Como ilustrado no fim, Isadora já não estava mais ali. Nem a filha. Nem a mãe. Havia o nada entre as duas.
Essa atriz idosa é poderosíssima! Gente, vc jura que não é um personagem de tão expressiva e convincente que é a atuação da velha. E exatamente por ser tão convincente, vc sofre, vc sente, vc se desespera, se entristece.
Muito interessante uma comédia dramática que fala sobre o envelhecimento e as complicadas relações familiares, de um jeito sucinto mas com detalhes precisos, bom olhar do diretor que já mandou bem em A Baba, e acertou aqui novamente, inclusive com o mesmo elenco, conhecendo melhor o cinema chileno ultimamente e gostando bastante.
Brasil I'm devasted
Como eu queria achar esse filme...
Óbvio que a saída mais fácil é julgar a filha, pela imaturidade, egoísmo e total frieza ao tratar a mãe. Julgamos um ato, e não a pessoa. Entender a pessoa levaria tempo demais, reflexão demais, conhecer demais sobre alguém. A mãe, apresentada de forma doce afetada pela senilidade, acaba sendo presa do interesse unicamente financeiro da filha.
Mas o que me interessa é entender porque a filha é do jeito que é: que tipo de mãe Isadora foi décadas atrás, ainda jovem? Como foi a criação da filha? Havia amor suficiente, carinho, bons tratos, afeto? Não podemos nunca desviar do fato de que os pais possuem uma influência muito forte sobre o que os filhos acabam se tornando.
Dito, uma coisa não justifica a outra. A filha deveria ter quebrado o ciclo de dor, ressentimento e miséria muito tempo atrás. Remoer tanto de nada adianta. Não foi capaz disso e hoje é um ser humano fracassado, amargurado e perseguido pelo que ela achava merecer da mãe.
Não acredito que haja inocentes, vítimas puras. Também não acredito que a intenção do filme tenha sido explorar qualquer tipo de reconciliação. Como ilustrado no fim, Isadora já não estava mais ali. Nem a filha. Nem a mãe. Havia o nada entre as duas.