Curiosa produção que trata de uma forma diferenciada um problema que já foi exposto à exaustão pelo cinema: a situação dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Aqui o cenário é um gueto na Lituânia, durante o ano de 1942, onde os judeus são obrigados a sobreviver. Um oficial nazista, antes ator e músico de jazz, se apaixona por uma cantora e atriz judia que vive no gueto. Ali, ele ordena que ela e seus companheiros montem uma peça de teatro. No principio, os prisioneiros judeus se mostram resistentes para encarar a tarefa, mas com o tempo percebem que pode ser uma boa oportunidade para tentar levar um pouco de normalidade a toda essa situação e ainda arrumar um jeito de divertir seu sofrido povo. Aos poucos, eles escapam da censura e conseguem montar um espetáculo capaz de expressar sua terrível realidade.
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Mais um desses ótimos filmes perdido na linha temporal cinematográfica. Um história forte, dilacerante mas com sútil humor, e que mostra o complexo "fascínio" que os alemães tinham pelos lado artístico (imaginário) do judeus, já vi alguns filmes mostrarem isso , na música, nas artes cênicas e em outras vertentes, a arte conferia certa sobrevivência aos povo perseguido, interessante isso, porem ainda drástico dentro do contexto. Ghetto é um excelente filme, com algumas passagens angustiantes outras tragicômicas.
Sabia que fariam isso desde o inicio...
Na Lituânia, durante a ocupação nazista em 1942, um gueto de judeus ficou sob as ordens de um (tirano) oficial nazista e para tornar o ambiente melhor, um grupo teatral local foi convocado para divertir os oficiais e moradores que ali viviam, mudando a dura rotina de todos. Porém, mesmo com esse alívio, os judeus continuaram sendo vítimas dos abusos dos alemães. É uma história que poderia ter rendido muito mais nas mãos de algum diretor mais experiente, mas aqui o filme fluiu de forma irregular, com muitas passagens confusas na narrativa. Em termos gerais, entre os tantos títulos de dramas sobre o nazismo da Segunda Guerra Mundial, esse foi dos mais fracos.
como e que ve o filme?
Comprei o DVD porque, lendo a sinopse, suspeitei que o filme pudesse abordar o contraste chocante entre a natureza sublime da arte e o caráter selvagem do regime nazista.
O filme começa bem, mas se enrola todo porque quer falar de outras coisas além da expressão artística, como a validade da colaboração das lideranças da comunidade judaica com os nazistas e a resistência dos judeus contra a opressão nazista. Quem elaborou o roteiro quis falar de tudo e acabou falando um pouco rapidamente e superficialmente de cada coisa.
Alguns personagens, como o jovem oficial nazista, achei meio caricatos: ele parece sensível à expressão artística, parece apaixonado pela cantora judia, parece levemente crítico em relação ao regime ao qual servia, mas nada disso é abordado com a profundidade que merecia. Ele é uma marionete ridícula do diretor do filme que quer mostrar como os nazistas eram porcos e selvagens.
A cantora judia também é uma personagem muito confusa. Não é uma coisa, e nem outra, e não consegue despertar nenhum outro sentimento no espectador a não ser a admiração pela sua voz.
Gostei apenas das cenas no palco do teatro e do casal que brinca de marionete e ventríloquo.