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Data de lançamento
6 Set. 2011Duração
Em um futuro próximo, Charlie Kenton é um lutador de boxe frustrado após o esporte se tornar uma modalidade de alta-tecnologia, sendo comandado por robôs altamente desenvolvidos. Ele abandona a profissão e começa a viver da venda de restos de robôs para o ferro velho. Quando sua vida parece ter encerrado, ele se reúne com seu filho para construir e treinar uma nova geração de robôs.
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Tem Alguns Spoilers...
Corpo é de aço, mas a alma é pura new wave. "Gigantes de Aço" tem aquele jeitão autêntico das Sessão da Tarde da era de ouro, que embalava os anos 80. Shawn Levy entrega aquelas histórias de pai e filho, perdão e reconciliação, que remete de cara a "Falcão - O Campeão dos Campeões" (com direito até ao caminhão e garoto bravo) misturada com a garra inquebrável da filmes do Rocky.
Hugh Jackman foi feito pro papel de Charlie Kenton; ele vive um pai ausente, vida loca, canastrão, interesseiro, caloteiro e malandro que só faz o que lhe interessa e que só procurou o filho por obrigação e só ficou com ele por que viu uma oportunidade financeira. A história traz um resgate moral muito foda, fazendo ele resgatar seus valores, elemento forte do cinema dos anos 80, onde a busca pela reconciliação familiar e pelo perdão movia o coração dos filmes. E no meio dessa caminhada, Evangeline Lilly surge linda em cena, segurando as pontas no ferro-velho e dando o contraponto de juízo que o protagonista tanto precisava.
O cenário é um futuro próximo onde robôs gigantes tomaram o lugar dos boxeadores humanos. A dinâmica do garoto Max (Dakota Goyo) descobrindo o Atom no lixão, cuidando dele e treinando o robô ao mesmo tempo em que se aproxima do pai, é contagiante. Max dá um trabalho... ele briga, discute e desobedece o pai, que só queria garantir a grana que veio do tio. E ver um malandro profissional como o Charlie ver rios de dinheiro escorrendo pelas mãos porque o filho se recusa a vender o robô para empresários gananciosos é bom demais. O muleque foi a ruína moral daquela executiva magrela e do projetista japonês metido a besta!
O arco do filme leva o Charlie a se redescobrir como homem, pai e esportista. A cena do desafio na arena é alucinante! Shawn Levy acho que tem memória afetiva por esses filmes, porque a luta final contra o todo-poderoso Zeus é pura catarse de Rocky Balboa! Atom apanha, depois levanta! Leva mais porrada, mas levanta, e quando parece que esta tuso perdido, ele soca o Zeus até ele perder os parafusos! É a velha estratégia do Rocky contra o Drago no "Rocky IV", deixar o bicho bater em você até cansar, pra depois matar ele na pancada no ringue!
Ver o Charlie reencontrar sua alma de lutador no canto do ringue, orientando o Atom golpe a golpe através da função sombra do robô, é emocionante. O Zeus pode até ter levado a vitória nos pontos dos juízes, mas o Atom e o Charlie entregaram uma surra que parece que foi o mundo que deu! Ele destruiu não só a arrogância dos donos do campeão milionário, mas devolveu pra quem assistia o tesão de desafiar os que se julgam embativeis, e vencer mesmo que a vitória seja moral. O robô estava apanhando e batendo, mas quem realmente estava de pé no ringue era o pai e o filho.
"Gigantes de Aço" é um entretenimento de alto nível, com alma, sentimento e uma força que você encontrava nos filmes dos anos 80. Vale demais assisitir e guardar no peito, ao lado das obras que o inspiraram.
Pensa em um filme que eu nunca canso de assistir. Um clássico, um dos poucos filmes que mereciam muito uma continuação. Espero que um dia façam.
O filme combina ação com a relação entre pai e filho, dá coração ao filme, indo além das lutas de robôs.
Bem divertido, vale a pena assistir.
Eu vi o filme há 13 anos e favoritei de primeira. Esqueci um pouco e fui rever... e meu deus, entendi porque favoritei. Filmaço. Tem que ter a suspensão da descrença pra levar a sério e entrar no ritmo, mas como todo filme de boxe, no fim é sobre superação e reconexão com os próximos e seu verdadeiro eu. kkkk
Que delícia de filme. E o meninim me enche de vergonha alheia, bom demais kkkkkkkkk