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Data de lançamento
19 Set. 1969Duração
A trama de Go, Go Second Time Virgin tem início no terraço de um edifício onde uma garota é violentada por uma gangue. Sem intervir, um rapaz sorrateiramente observa a cena em silêncio. Na manhã seguinte ambos perambulam pelos telhados do prédio, conversam sobre o acontecido e divagam sobre a vida e a morte. Pouco a pouco, o desespero toma conta da situação, que se torna ainda mais caótica com o retorno da gangue ao local do crime.
Interessante como Wakamatsu construiu essa trama em um espaço tão reduzido (a laje do prédio). As cenas coloridas são impactantes. Há um clima tenso e obscuro entre os personagens em todo o filme e o desfecho não imaginaria de outra forma.
Porque às vezes só é preciso flutuar por alguns instantes, para a dor se dissipar.
Por mais que eu tenha gostado mais desse do que de Os Segredos Atrás das Paredes, ainda não consigo deixar de me sentir decepcionado com o cinema do Koji Wakamatsu, por mais que ele seja um dos grandes expoentes do cinema experimental japonês. Fico com os filmes do Yoshishige Yoshida.
Extraordinário e surpreendente filme! Em minha opinião, só não é uma obra-prima completa porque, em determinados pontos, parecia um "filme de um,a piada só", de tanto que a garota repetia os mesmos motes suicidas a partir das mãos de outrem... Mas é evidente o quanto este filme influenciou o Sion Sono e, quem sabe - se ele tiver visto - até mesmo o Quentin Tarantino. Achei o ritmo muito parecido com os filmes iniciais do Júlio Bressane. Lindo, maravilhoso, encantador, uma das estórias de minha própria vida! (WPC>)
obra-prima da irresponsabilidade adolescente, pornografia gore e doses altíssimas de cinismo (o auge é a sequência que intercala mangás violentos com fotos do Polanski e de sua recém-assassinada esposa que foi morta brutalmente enquanto estava grávida) conjugados com um texto capenga e com uma trilha sonora anglófona completamente desperdiçada me fazem avaliar este curto filme como um lixo vestido de new wave style e pretensa crítica política. Quem conhece o cinema japonês sabe que ele foi muito mais longe em temática, ousadia estética e crítica do que esse filme abominável.