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Data de lançamento
16 Out. 2018Duração
Quatro décadas depois de ter escapado do ataque de Michael Myers em uma noite de Halloween, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) terá que confrontar o assassino mascarado pela última vez. Ela foi perseguida pela memória de ter sua vida por um triz, mas dessa vez, quando Myers retorna para a cidade de Haddonfield, ela está preparada.
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já tinha visto esse no cinema qnd lançou.. mas como estava na minha maratona halloween vi de novo! essa última trilogia parece q vai ser ótima né.. dava pra ter visto só o primeiro e já vindo pra cá kkk pq os outros tem muita coisa ruim
Uma grata surpresa! Filme muito competente e empolgante do início ao fim! Um respiro para uma franquia que não merecia ser tão avacalhada como é!
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A nova versão de “Halloween”, dirigida por David Gordon Green, se assume como continuação direta do clássico de 1978 e preserva a essência que fez o original se destacar, sem perder a consciência do peso de sua herança. Quarenta anos após o massacre, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) vive isolada, moldada por uma obsessão constante com a possível fuga de Michael Myers (James Jude Courtney e Nick Castle). Essa tensão se traduz em um equilíbrio eficaz entre horror puro e drama de sobrevivência, reproduzindo o clima sufocante e minimalista do original sem se entregar aos excessos de produções modernas.
A atmosfera é cuidadosamente construída com planos longos, movimentos de câmera precisos e um design de som que transforma cada momento em potencial ameaça. Sequências como a fuga do hospital, o massacre no posto de gasolina e a perseguição pelas ruas de Haddonfield reforçam Michael como uma presença implacável. A trilha de John Carpenter, Cody Carpenter e Daniel Davies atua como um batimento cardíaco constante, amplificando a sensação de perigo iminente e provando que a tensão aqui nasce mais do trabalho visual e sonoro do que de sustos fáceis.
Jamie Lee Curtis entrega uma Laurie envelhecida e marcada por traumas, equilibrando dureza e vulnerabilidade de forma convincente. A relação com a filha Karen (Judy Greer) e a neta Allyson (Andi Matichak) adiciona uma dimensão dramática que, apesar de alguns diálogos expositivos, amplia o alcance emocional da trama. O elenco secundário, como o xerife Hawkins (Will Patton) e os adolescentes de Haddonfield, serve para expandir o cenário sem desviar o foco do inevitável confronto entre Laurie e Michael. Visualmente, o filme aposta em um realismo sombrio, com fotografia que evoca o original e cenas de violência diretas e brutais, sustentadas por efeitos práticos que tornam cada morte mais palpável.
O clímax no bunker fortificado de Laurie sintetiza o núcleo temático da narrativa: enfrentar o trauma com anos de preparo e engenhosidade. Mais do que um espetáculo sangrento, é uma catarse emocional que coloca vítima e algoz em um duelo final carregado de simbolismo. No saldo geral, “Halloween” não busca reinventar o gênero, mas atualizá-lo com respeito à sua própria história. Mesmo com tropeços, como o arco pouco inspirado do Dr. Sartain (Haluk Bilginer), o filme se estabelece como o capítulo mais relevante da franquia desde 1978, unindo nostalgia e frescor com equilíbrio raro no terror contemporâneo.
Assisti pq Darian Leader citou no livro Gozo.