Essa sensação de que nada acontece que todo mundo está reclamando na verdade faz parte da própria sátira do filme. Eu interpretei esse filme como uma sátira aos filmes colegiais americanos que idealizam o período do início da vida adulta. Os adolescentes que conseguem encontrar parceiros amorosos na festinha da lanchonete desaparecem como fantasmas, enquanto os demais ficam presos na cidade onde nada acontece.
É como se o filme pegasse essa ideia de tédio que permeia a adolescência e levasse pras telas, indo pelo caminho oposto de todos os filmes que estamos acostumados a ver sobre essa fase da vida, desde comédias escrachadas propositalmente ruins como American Pie, até romances aclamados como Grease, notamos que todos eles erram no mesmo ponto, todos idealizam muito esse período, contribuindo pra aumentar ainda mais essa sensação de deslocamento por não se encaixar no padrão que permeia todos os adolescentes.
A obra é como uma sátira que acaba com a romantização dessa época tão adorada pelo cinema, aqui vemos propositalmente situações extremamente sem graça permeando todos os personagens, quando o pai liga na mesa do jantar pro irmão contar pra irmã sobre a faculdade e dar aquela animada, ele simplesmente fica fugindo e simulando que a ligação está caindo, o filme todo é como se fosse isso, ficamos esperando algo que recupere nosso "tempo perdido" mas nunca chega e aí que está a força da obra, vemos apenas jovens ansiosos tentando encontrar um rumo pras suas vidas de forma totalmente tímida e deslocada e o filme também parece perdido em meio a tudo isso.
Quando a bexiga amarela da festa se desprende e sobe ao teto, a menina interpreta isso como um sinal de uma grande mudança em sua vida e passa a vestir amarelo nas cenas seguintes, é quase como uma idealização simbólica, pois a cor amarela simboliza a esperança, mas nas cenas seguintes ela não encontra o que procura e as respostas não chegam como mágica, então ela vai ao parque e o filme é como se fosse isso, um retrato cotidiano de uma tarde no parque, onde nada acontece e ao mesmo tempo tudo acontece, então o amarelo do sol do final da tarde encerra a obra enquanto a música dos créditos finais parece nos lembrar de que todos nós nos esquecemos da real cor do mundo.
Esse encerramento na minha opinião reforça essa ideia central da obra, de que a vida não pode ser idealizada pelo cinema, por mais que ele seja uma arte incrível.
É um filme que tem uma fotografia bonita. Ponto, A história em si (se é que esse filme tem alguma história) não tem nada de marcante ou excepcional. Gostei da trilha sonora também.
Essa sensação de que nada acontece que todo mundo está reclamando na verdade faz parte da própria sátira do filme. Eu interpretei esse filme como uma sátira aos filmes colegiais americanos que idealizam o período do início da vida adulta. Os adolescentes que conseguem encontrar parceiros amorosos na festinha da lanchonete desaparecem como fantasmas, enquanto os demais ficam presos na cidade onde nada acontece.
É como se o filme pegasse essa ideia de tédio que permeia a adolescência e levasse pras telas, indo pelo caminho oposto de todos os filmes que estamos acostumados a ver sobre essa fase da vida, desde comédias escrachadas propositalmente ruins como American Pie, até romances aclamados como Grease, notamos que todos eles erram no mesmo ponto, todos idealizam muito esse período, contribuindo pra aumentar ainda mais essa sensação de deslocamento por não se encaixar no padrão que permeia todos os adolescentes.
A obra é como uma sátira que acaba com a romantização dessa época tão adorada pelo cinema, aqui vemos propositalmente situações extremamente sem graça permeando todos os personagens, quando o pai liga na mesa do jantar pro irmão contar pra irmã sobre a faculdade e dar aquela animada, ele simplesmente fica fugindo e simulando que a ligação está caindo, o filme todo é como se fosse isso, ficamos esperando algo que recupere nosso "tempo perdido" mas nunca chega e aí que está a força da obra, vemos apenas jovens ansiosos tentando encontrar um rumo pras suas vidas de forma totalmente tímida e deslocada e o filme também parece perdido em meio a tudo isso.
Quando a bexiga amarela da festa se desprende e sobe ao teto, a menina interpreta isso como um sinal de uma grande mudança em sua vida e passa a vestir amarelo nas cenas seguintes, é quase como uma idealização simbólica, pois a cor amarela simboliza a esperança, mas nas cenas seguintes ela não encontra o que procura e as respostas não chegam como mágica, então ela vai ao parque e o filme é como se fosse isso, um retrato cotidiano de uma tarde no parque, onde nada acontece e ao mesmo tempo tudo acontece, então o amarelo do sol do final da tarde encerra a obra enquanto a música dos créditos finais parece nos lembrar de que todos nós nos esquecemos da real cor do mundo.
Esse encerramento na minha opinião reforça essa ideia central da obra, de que a vida não pode ser idealizada pelo cinema, por mais que ele seja uma arte incrível.
Uns meses depois de ver tive pesadelo com esse filme
um conceito bem ✨vibes✨
que viagem!!!! mas pra quem gosta de cinema vale a pena
É um filme que tem uma fotografia bonita. Ponto, A história em si (se é que esse filme tem alguma história) não tem nada de marcante ou excepcional. Gostei da trilha sonora também.