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Data de lançamento
9 Set. 2018Duração
Becky Something (Elisabeth Moss) é uma estrela do punk rock em decadência. Durante a carreira, ela desenvolveu uma série de relações problemáticas com os seus parceiros de trabalho, sua família e seus fãs. Lutando contra o alcoolismo que a assombra há anos, ela precisa recuperar sua criatividade para fazer com que sua banda volte a ter sucesso.
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Depois de infernizar todo mundo pega sua guitarrinha e canta como um anjo. Seria cômico se não fosse trágico.
Moss na pele da roqueira que é pura treta arrasa numa performance desafiadora e é ela, sem dúvida, a razão pra assistir Her Smell.
Um "Oscar bait" chatíssimo,
que dá várias voltas e passa 1 hora explicando sua personagem (que já entendemos nos primeiros 10 minutos de filme) e mais 1 hora tentando fazer chorar (a mulher cantou "Heaven" todinha no piano e olha, Britto, sinceramente... mais Oscar bait que isso, impossível).
Podia ser muito mais curto, além de toda atmosfera sufocante (música, direção e a personagem insuportável da Moss contribuem pra isso) deixar o filme vencer pelo cansaço.
Moss, inclusive, está ótima no filme e tenho a leve impressão de que esse filme foi feito para ela (que disse em entrevista que essa foi sua "performance mais desafiadora fisicamente" até então).
Alex Ross Perry não tem nem 40 anos e já dirigiu 6 filmes, entre eles essa pérola chamada "Her Smell", em que Elizabeth Moss seduz, sufoca e maltrata todos ao seu redor através de sua protagonista provavelmente inspirada em Courtney Love. Outro ponto positivo foram as atuações de Agyness Deyn (que não conhecia) e Cara Delavigne, que sempre parecia uma modelo tentando uma carreira no cinema, nunca uma atriz.
Pra meu gosto o filme poderia ter terminado com
a cena de Moss saindo da casa ao encontro de sua filha,
Eu prefiro ver os filmes do Alex Ross Perry onde os personagens são verborrágicos filhos da puta SEM SALVAÇÃO.
Não é o caso desse, que tem ótimos momentos, mas é redencionista demais.