Concentra-se na traiçoeira frente oculta e conta a história de trabalhadores do subsolo arriscando suas vidas para enviar informações e defender a pátria com suas vidas e sangue.
A estrutura não-linear e a ausência de didatismo demasiado é uma virtude do filme, mas o torna difícil de acompanhar para quem não conhece muito bem aquele recorte histórico da China e seus conflitos com o Japão durante a Segunda Guerra. Há de se ter um pouco de paciência, porque as informações vão aparecendo aos poucos e preenchendo lacunas, mas conhecer o mínimo do contexto é uma lição de casa para o espectador também. De qualquer forma, as atuações são ótimas - Tony Leung é um mestre, mas o elenco de apoio também dá conta de seus personagens. Muitos consideram esse filme propagandista e eu compreendo - caracterizaria ele como patriótico, talvez, mas é definitivamente menos simplista, direto e maniqueísta do que uma mera propaganda. O diretor é muito competente e o roteiro é interessante, mas senti falta de ver em mais detalhe o trabalho de espionagem dos personagens e de ver suas relações mais aprofundadas, em meio a tanta performance e mentira. Existem vislumbres do preço a se pagar, emocionalmente, pelo trabalho de espionagem, principalmente nas cenas entre os casais, e acho que esses momentos poderiam ser mais bem aproveitados, em contraste com as várias cenas entre os homens do governo Wang, que às vezes parecem um pouco redundantes. Apesar dessas ressalvas, é um filme bem feito, que suscita curiosidade sobre aquele contexto histórico que eu conhecia muito mal.
A estrutura não-linear e a ausência de didatismo demasiado é uma virtude do filme, mas o torna difícil de acompanhar para quem não conhece muito bem aquele recorte histórico da China e seus conflitos com o Japão durante a Segunda Guerra. Há de se ter um pouco de paciência, porque as informações vão aparecendo aos poucos e preenchendo lacunas, mas conhecer o mínimo do contexto é uma lição de casa para o espectador também. De qualquer forma, as atuações são ótimas - Tony Leung é um mestre, mas o elenco de apoio também dá conta de seus personagens. Muitos consideram esse filme propagandista e eu compreendo - caracterizaria ele como patriótico, talvez, mas é definitivamente menos simplista, direto e maniqueísta do que uma mera propaganda. O diretor é muito competente e o roteiro é interessante, mas senti falta de ver em mais detalhe o trabalho de espionagem dos personagens e de ver suas relações mais aprofundadas, em meio a tanta performance e mentira. Existem vislumbres do preço a se pagar, emocionalmente, pelo trabalho de espionagem, principalmente nas cenas entre os casais, e acho que esses momentos poderiam ser mais bem aproveitados, em contraste com as várias cenas entre os homens do governo Wang, que às vezes parecem um pouco redundantes. Apesar dessas ressalvas, é um filme bem feito, que suscita curiosidade sobre aquele contexto histórico que eu conhecia muito mal.
O galãzinho aí me enganou até quase o final rs
A esperança é a última que morre e eu creio que verei esse filme algum dia.