Trezentos e um dias após a explosão que mudou o mundo, Ray e sua família sobrevivem em um abrigo e esperam que, eventualmente, tudo volte ao normal. Mas algo desconhecido e perigoso se aproxima e a melhor opção é permanecerem escondidos.
Hidden é aquele tipo de filme que parece querer se esconder não só dos respiradores, mas também do espectador. A premissa é ótima — humanos enfiados num abrigo, evitando alguma ameaça lá fora — mas aqui, simplesmente, não bate. Não é o charme tenso e estratégico de Um Lugar Silencioso; é só um esconderijo literal, escuro, apertado e — sejamos honestos — meio entediante. Eles podem falar à vontade, ninguém vai ouvir. Mas nem isso parece aliviar o tédio de passar mais de 300 dias trancados num bunker, evitando o que chamam, com um certo ar de lenda mal contada, de “respiradores”.
O roteiro até tenta sugerir tensão: uma família que se isola após um vírus devastar a cidade, escondida dos tais respiradores, que são quase um boato… até que, claro, deixam de ser. O pai tenta manter a filha calma, a filha tenta manter a paciência, e eu tentava manter o interesse. Não é aquela criança sagaz e resiliente que esse tipo de filme costuma pedir, mas uma garota que, como qualquer criança de nove anos confinada num porão, reclama, se irrita e não entende bem onde o mundo acabou. O drama familiar até existe, mas nunca me pegou. Nem emociona, nem assusta. Só faz o relógio andar mais devagar.
O único momento em que o filme parece lembrar que precisa acontecer alguma coisa é quando um rato invade o abrigo — literalmente. O bicho devora parte da comida, eles tentam se livrar dele e, claro, quase botam fogo no lugar. A fumaça sobe, atravessa as frestas e atrai os respiradores. Sinceramente? O rato é o personagem mais eficiente do filme. Pelo menos move a trama. Até ali, tudo estava num compasso tão soturno e repetitivo que eu quase torcia para os respiradores acharem logo aquela família, só pra ver alguma coisa, qualquer coisa, acontecer.
O ponto alto — ou menos baixo — é o plot twist final. Dá um gás, ainda que tardio, entender quem são de fato os respiradores. Não é uma reviravolta brilhante, mas justifica a existência do filme. Dá pra perceber que algumas escolhas de roteiro fazem sentido, que os personagens tinham bons motivos para o medo. Nesse momento, o filme até parece mais inteligente do que realmente é. Pena que esse lampejo chegue tão tarde — e tão depois do meu envolvimento.
No fim, Hidden é exatamente isso: uma ideia interessante, um desenvolvimento arrastado e uma recompensa que até vale, mas só pra quem tiver paciência de sobra pra atravessar tanta escuridão. Não é ruim, mas está longe de ser marcante. É como o abrigo deles: funcional, seguro, mas nada convidativo. E, sinceramente? Só queria que tivessem deixado a porta aberta — pra entrar mais luz, mais ar e, quem sabe, um pouco mais de vida.
Se tem coisa que eu não gosto é preguiça de roteiro
A
família está trancada em um quarto e deixam um rato comer quase toda a comida pqp
IDEIA BOA, EXECUÇÃO FALHA: ESCONDIDOS (HIDDEN, 2015) https://youtu.be/TGQfcDCA_p8?si=whBf-1dbVFauSRDi
plot ate que legal mas n curti muito
Uma história sem nada novo, mas com um exercício de narrativa que tenta propor algo diferente. Não é lá essas coisas, mas é ok.
Hidden é aquele tipo de filme que parece querer se esconder não só dos respiradores, mas também do espectador. A premissa é ótima — humanos enfiados num abrigo, evitando alguma ameaça lá fora — mas aqui, simplesmente, não bate. Não é o charme tenso e estratégico de Um Lugar Silencioso; é só um esconderijo literal, escuro, apertado e — sejamos honestos — meio entediante. Eles podem falar à vontade, ninguém vai ouvir. Mas nem isso parece aliviar o tédio de passar mais de 300 dias trancados num bunker, evitando o que chamam, com um certo ar de lenda mal contada, de “respiradores”.
O roteiro até tenta sugerir tensão: uma família que se isola após um vírus devastar a cidade, escondida dos tais respiradores, que são quase um boato… até que, claro, deixam de ser. O pai tenta manter a filha calma, a filha tenta manter a paciência, e eu tentava manter o interesse. Não é aquela criança sagaz e resiliente que esse tipo de filme costuma pedir, mas uma garota que, como qualquer criança de nove anos confinada num porão, reclama, se irrita e não entende bem onde o mundo acabou. O drama familiar até existe, mas nunca me pegou. Nem emociona, nem assusta. Só faz o relógio andar mais devagar.
O único momento em que o filme parece lembrar que precisa acontecer alguma coisa é quando um rato invade o abrigo — literalmente. O bicho devora parte da comida, eles tentam se livrar dele e, claro, quase botam fogo no lugar. A fumaça sobe, atravessa as frestas e atrai os respiradores. Sinceramente? O rato é o personagem mais eficiente do filme. Pelo menos move a trama. Até ali, tudo estava num compasso tão soturno e repetitivo que eu quase torcia para os respiradores acharem logo aquela família, só pra ver alguma coisa, qualquer coisa, acontecer.
O ponto alto — ou menos baixo — é o plot twist final. Dá um gás, ainda que tardio, entender quem são de fato os respiradores. Não é uma reviravolta brilhante, mas justifica a existência do filme. Dá pra perceber que algumas escolhas de roteiro fazem sentido, que os personagens tinham bons motivos para o medo. Nesse momento, o filme até parece mais inteligente do que realmente é. Pena que esse lampejo chegue tão tarde — e tão depois do meu envolvimento.
No fim, Hidden é exatamente isso: uma ideia interessante, um desenvolvimento arrastado e uma recompensa que até vale, mas só pra quem tiver paciência de sobra pra atravessar tanta escuridão. Não é ruim, mas está longe de ser marcante. É como o abrigo deles: funcional, seguro, mas nada convidativo. E, sinceramente? Só queria que tivessem deixado a porta aberta — pra entrar mais luz, mais ar e, quem sabe, um pouco mais de vida.