Dramaan é o homem mais popular de Colobane, mas quando uma mulher de seu passado, agora exorbitantemente rica, retorna à cidade, as coisas começam a mudar.
Bom demais! Discute a relação da moralidade, da justiça e das relações comunitárias atrelada ao poder do capital e do consumo de maneira muito bem construída. Recomendo demais.
Este é, de longe, o trabalho mais linear e "típico" do diretor Mambéty. Mas isso nem de longe implica numa perspectiva menos iconoclasta: o roteiro, adaptado de uma famosa peça teatral passada na Alemanha, translada magistralmente os eventos para uma cidadela senegalesa, sendo os personagens sobremaneira significativos no panorama colonial africano. As situações transitam entre a extrema dramaticidade e a comicidade involuntária advinda das mazelas absurdas que são tornadas comuns pelo Capitalismo. O elenco local é bastante eficiente e os diálogos são imponentes, advindos diretamente do texto de Friedrich Dürrenmatt, carinhosamente homenageado durante os créditos finais. A trilha musical de Wasis Diop, irmão do diretor, é soberba. Grande demonstração da magnificência directiva de Djibril Diop Mambéty, infelizmente morto aos cinqüenta e três anos de idade, em decorrência de um câncer de pulmão: foi a perda precoce de um dos grandes executores do lindo cinema senegalês! (WPC>)
Bom demais! Discute a relação da moralidade, da justiça e das relações comunitárias atrelada ao poder do capital e do consumo de maneira muito bem construída. Recomendo demais.
Este é, de longe, o trabalho mais linear e "típico" do diretor Mambéty. Mas isso nem de longe implica numa perspectiva menos iconoclasta: o roteiro, adaptado de uma famosa peça teatral passada na Alemanha, translada magistralmente os eventos para uma cidadela senegalesa, sendo os personagens sobremaneira significativos no panorama colonial africano. As situações transitam entre a extrema dramaticidade e a comicidade involuntária advinda das mazelas absurdas que são tornadas comuns pelo Capitalismo. O elenco local é bastante eficiente e os diálogos são imponentes, advindos diretamente do texto de Friedrich Dürrenmatt, carinhosamente homenageado durante os créditos finais. A trilha musical de Wasis Diop, irmão do diretor, é soberba. Grande demonstração da magnificência directiva de Djibril Diop Mambéty, infelizmente morto aos cinqüenta e três anos de idade, em decorrência de um câncer de pulmão: foi a perda precoce de um dos grandes executores do lindo cinema senegalês! (WPC>)