Filósofo hedonista e delinquente, Antonin sempre encontra a palavra certa para conquistar os elogios e as repreensões de seus companheiros. Antonin nunca perde a chance de explorar a bondade e a paciência de sua esposa, Églantine. Ele também é uma fonte constante de decepção para sua irmã, Solveig. Ocupado tentando evitar Rose, a cobradora de impostos que está atrás de seu pescoço, Antonin não consegue tirar de sua cabeça sua atração e desejo pela bela Cassiopée.
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Viver à margem da sociedade, não cumprir leis e ordens, ou até mesmo ser criminoso, não é sinônimo de ser uma pessoa desinteressante ou desprezível. Para cinéfilas como eu – que preferem a "fala por imagens" – é um árduo esforço conseguir chegar ao fim de um filme com esse tipo de estrutura: teatral e baseado em diálogos.
É um filme de texto.
Sobre a vida, nossas escolhas e o que as pessoas pensam delas. Como não se importar com isso?
Mais uma tacada de Denis Côté!
Não conhecia este diretor e, no primeiro contato, já converti-me em fã: amei os posicionamentos distanciados dos atores e o hieratismo do tema e das interpretações. É quase uma versão cômica da estética straubiana, uma mistura francófona de Bertolt Brecht com Hal Hartley. Diálogos maravilhosos (anotei vários!) e evolução magistral dos encontros - o interstício dançante ao som da canção do Lebanon Hanover mexeu com todos os meus corações! O protagonista é pernóstico, mas tesudinho. E, "quanto mais bonito o homem, mais venenoso". Que nem os cogumelos, diz alguém. Amei! (WPC>)