Rico comerciante europeu decide tornar realidade a "imortal" lenda de um marinheiro que seduz a esposa de um homem rico. Paga uma mulher para ser sua esposa por um dia e encontra um marinheiro no cais para participar da encenação.
Revi após a leitura do conto original de Karen Blixen e ficou facílimo de compreender o porquê de o genial diretor ter se interessado por esta obra: a sua obsessão temática pela impotência associada ao poder absoluta é minuciosamente dissecada nas linhas que já parecem o roteiro. E o diretor aproveitou tudo. Modificou apenas um ou outro aspecto , sobretudo no desfecho, que serve à 'mise-en-scène' muito cara à singularidade wellesiana. Fotografia deslumbrante, montagem picotada (como de praxe) e ótimas composições dos personagens. Meu único porém está na interpretação esquisita de Norman Eshley, mas, afora isso, sublime! (WPC>)
Tem um clima gótico muito interessante, que foi resultado de uma fotografia muito condizente com o cenário. Acho que o filme é um olhar e uma reflexão do próprio Welles à juventude. Ele passa quase sempre um intenso olhar de tristeza, quase como uma despedida. É um filme difícil de assistir, enfim, mas com cenas estupidamente belas e reflexivas.
Revi após a leitura do conto original de Karen Blixen e ficou facílimo de compreender o porquê de o genial diretor ter se interessado por esta obra: a sua obsessão temática pela impotência associada ao poder absoluta é minuciosamente dissecada nas linhas que já parecem o roteiro. E o diretor aproveitou tudo. Modificou apenas um ou outro aspecto , sobretudo no desfecho, que serve à 'mise-en-scène' muito cara à singularidade wellesiana. Fotografia deslumbrante, montagem picotada (como de praxe) e ótimas composições dos personagens. Meu único porém está na interpretação esquisita de Norman Eshley, mas, afora isso, sublime! (WPC>)
Obscuro Telefilme francês dirigido pelo mestre Orson Welles.
ZZZZzzzz gente rica é estranha.
Tem um clima gótico muito interessante, que foi resultado de uma fotografia muito condizente com o cenário. Acho que o filme é um olhar e uma reflexão do próprio Welles à juventude. Ele passa quase sempre um intenso olhar de tristeza, quase como uma despedida. É um filme difícil de assistir, enfim, mas com cenas estupidamente belas e reflexivas.
Que fotografia sensacional a desse filme... minha nossa.