1952, uma grande nevasca leva uma plataforma de petróleo a se rachar, lançando 84 tripulantes ao mar. Enquanto a tempestade dificulta a sobrevivência do grupo, uma equipe de guardas costeiros tenta resgatar as vítimas.
Faz anos que o cinema se beneficia de desgraças reais, podem ter certeza, se um evento trágico tiver muita repercussão, ele vai virar filme, a única questão é quando, entretanto se ele vai ser bom ou não, já são outros quinhentos. No jornalismo existe a frase que “desgraça sempre vende mais”, e acredito que podemos aplicá-la ao cinema, filmes desastres são um dos subgêneros mais prestigiados pelo grande público, e quando temos uma grande história, aí está tudo alinhado para fazer uma boa produção, correto!? Não mesmo!
Em 1952, durante uma violenta tempestade no Atlântico Norte, o navio-tanque SS Pendleton é partido em dois, colocando toda a tripulação em risco. Quatro membros da Guarda Costeira Americana embarcaram em um pequeno barco salva-vidas para resgatar os tripulantes remanescentes do Pendleton, que estavam presos no casco prestes a afundar.
A Disney nos entrega uma produção bem alinhada, com bons atores, um diretor competente, tem efeitos especiais que na medida do possível, foram bem realizados, um roteiro bem escrito, mas então o que deu errado?! A resposta correta, não sei! The Finest Hours parece vazio, sem vontade, fazendo uma piadinha infame, não é porque tem uma grande nevasca na história, que o resultado final precisava ser frio e sem emoção. Você tem vidas em risco em um barco afundando no meio do mar, você tem outras vidas em risco em um outro barco indo tentar salvar aquelas primeiras, mas as imagens não passam nada para o público, em momento algum temi por nenhum personagem, nem me importei se eles iriam sobreviver ou não.
Craig Gillespie reúne um bom elenco com nomes fortes como Chris Pine, Casey Affleck, Eric Bana e Ben Foster, mas nenhum faz diferença, todos os personagens são insossos e sem atrativos. Sei muito bem que é uma história real, e também sei que na vida real as pessoas não têm perfil de herói e coisa e tal, mas faltaram algums ingrediente, faltou tempero para que tornar essas figuras em bons personagens de cinema, querendo ou não, a sétima arte precisa de alguns arquétipos que a ajudam a funcionar melhor, e aqui nós não temos nada disso, é tudo muito blasé.
The Finest Hour é aquele projeto que está longe se ser ruim, mas ao mesmo tempo nada é nada marcante, nada se destaca e isso sim é ruim quando falamos de arte, antes um filme que seja tão fraco, mas tão fraco, e que seja marcante, do que um que não consegue fazer com que você embarque na proposta. Cinema não é mágica, não é receita, não existe caminho seguro, às vezes dá certo, às vezes não. Sei que muitos devem ter adorado esse longa, para mim ele não diz nada, e quando um filme não deixa uma marca, a única coisa que o meu cérebro faz com ele é apagar das memórias, o que é uma pena.
Legalzinho, é o típico filme estadunidense feito especialmente pra afagar o próprio ego, ainda mais sendo feito pelo Disney!!!!
Gosto de filmes baseado em fatos. E esse não decepcionou.
Legal
THE FINEST HOUR
Direção: Craig Gillespie
Ano: 2016
Assistido em: 14/07/2016
Faz anos que o cinema se beneficia de desgraças reais, podem ter certeza, se um evento trágico tiver muita repercussão, ele vai virar filme, a única questão é quando, entretanto se ele vai ser bom ou não, já são outros quinhentos. No jornalismo existe a frase que “desgraça sempre vende mais”, e acredito que podemos aplicá-la ao cinema, filmes desastres são um dos subgêneros mais prestigiados pelo grande público, e quando temos uma grande história, aí está tudo alinhado para fazer uma boa produção, correto!? Não mesmo!
Em 1952, durante uma violenta tempestade no Atlântico Norte, o navio-tanque SS Pendleton é partido em dois, colocando toda a tripulação em risco. Quatro membros da Guarda Costeira Americana embarcaram em um pequeno barco salva-vidas para resgatar os tripulantes remanescentes do Pendleton, que estavam presos no casco prestes a afundar.
A Disney nos entrega uma produção bem alinhada, com bons atores, um diretor competente, tem efeitos especiais que na medida do possível, foram bem realizados, um roteiro bem escrito, mas então o que deu errado?! A resposta correta, não sei! The Finest Hours parece vazio, sem vontade, fazendo uma piadinha infame, não é porque tem uma grande nevasca na história, que o resultado final precisava ser frio e sem emoção. Você tem vidas em risco em um barco afundando no meio do mar, você tem outras vidas em risco em um outro barco indo tentar salvar aquelas primeiras, mas as imagens não passam nada para o público, em momento algum temi por nenhum personagem, nem me importei se eles iriam sobreviver ou não.
Craig Gillespie reúne um bom elenco com nomes fortes como Chris Pine, Casey Affleck, Eric Bana e Ben Foster, mas nenhum faz diferença, todos os personagens são insossos e sem atrativos. Sei muito bem que é uma história real, e também sei que na vida real as pessoas não têm perfil de herói e coisa e tal, mas faltaram algums ingrediente, faltou tempero para que tornar essas figuras em bons personagens de cinema, querendo ou não, a sétima arte precisa de alguns arquétipos que a ajudam a funcionar melhor, e aqui nós não temos nada disso, é tudo muito blasé.
The Finest Hour é aquele projeto que está longe se ser ruim, mas ao mesmo tempo nada é nada marcante, nada se destaca e isso sim é ruim quando falamos de arte, antes um filme que seja tão fraco, mas tão fraco, e que seja marcante, do que um que não consegue fazer com que você embarque na proposta. Cinema não é mágica, não é receita, não existe caminho seguro, às vezes dá certo, às vezes não. Sei que muitos devem ter adorado esse longa, para mim ele não diz nada, e quando um filme não deixa uma marca, a única coisa que o meu cérebro faz com ele é apagar das memórias, o que é uma pena.
13.07.2024 Muitíssimo Bom!!!