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Data de lançamento
29 Set. 2016Duração
Baseado em eventos reais, a história se passa no Golfo do México, na plataforma de perfuração marítima Deepwater Horizon que explodiu em abril de 2010. Diante de um dos piores vazamentos de petróleo na história dos EUA, a coragem dos trabalhadores e a sobrevivência perante os momentos extremos.
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Bom filme que se destaca pelo seu grande realismo técnico. O roteiro e a fotografia trabalham muito bem para construir a tensão, mas o grande trunfo aqui é o design de produção e os efeitos visuais/práticos. A sensação de peso na pressão debaixo d'água e a escala das explosões são impressionantes — tudo indo para os ares parece absurdamente real.
Além disso, o elenco entrega ótimas atuações. O nível de imersão é tão alto que dá pra acreditar que está assistindo a petroleiros de verdade trabalhando, e não a atores de Hollywood em um cenário. Um baita filme técnico e um espetáculo visual de respeito.
Um filme baseado em fatos reais muito competente no enredo, roteiro, fotografia, boa produção de cenários e efeitos além das boas atuações. Exceto por uma falha que vi da cena do cara no banho que é arremessado pelado e logo depois aparece o Mark pra ajudá-lo e o coroa está vestido todo quebrado pelo baque da explosão.
DEEPWATER HORIZON
Direção: Peter Berg
Ano: 2016
Assistido em: 28/02/2026
Que os chamados disaster movies fazem muito sucesso é um fato. O ser humano tem um fascínio pela desgraça, pela tragédia. Inclusive, há uma máxima jornalística que diz que notícias ruins vendem muito mais do que notícias boas. 2010 foi um ano marcado por acidentes de enorme repercussão: tivemos o terrível terremoto do Haiti, os mineiros chilenos presos por dias e dias debaixo da terra e o acidente da explosão da plataforma Deepwater Horizon. Aqui, Hollywood tenta nos mostrar mais ou menos como foi essa última tragédia que culminou na perda de vidas.
Na plataforma de perfuração Deepwater Horizon, no Golfo do México, o técnico Mike Williams inicia mais um período de trabalho ao lado do supervisor Jimmy Harrell e do engenheiro-chefe Vidrine. Enquanto a equipe técnica alerta para falhas nos testes de segurança do poço, executivos da empresa pressionam para concluir a perfuração e economizar tempo. A negligência nas decisões desencadeia uma explosão devastadora que transforma a plataforma em um caos de fogo e destroços.
Meu problema com esse filme é que ele não é ruim, não é um desastre, mas também não é bom o suficiente. Eu consegui identificar exatamente o que me incomodava: ele é altamente caótico em todos os sentidos, seja no roteiro, seja na direção. Peter Berg é um profissional que filma bem e conduz atores com competência, mas não sei o que aconteceu aqui; para mim, ele perdeu a mão violentamente. Faltou um elemento primordial para garantir um bom filme: sutileza.
Tudo é confuso. Desde as explicações técnicas que levaram ao acidente até a forma como Berg filma, tudo é caótico. Você é bombardeado por informações que deveriam justificar o acidente, mas tudo é tão protocolar que dificilmente se entende o que de fato aconteceu. Faltou um Christopher Nolan nesse roteiro para explicar algo naturalmente complicado para quem não faz parte desse meio.
Outra questão: quando a tragédia começa, você não consegue saber quem é quem. Eu, pelo menos, não consegui distinguir Mark Wahlberg, Kurt Russell, John Malkovich ou Dylan O'Brien com clareza. Estava todo mundo misturado num borrão na tela. Em um filme sobre tragédia, não é preciso simplificar a catástrofe, mas é preciso que o espectador compreenda minimamente o que está acontecendo. Todos estavam cobertos de lama e resíduos extraídos do fundo do oceano. Soma-se a isso uma fotografia escura que não nos deixa enxergar direito, e o resultado é uma experiência visual confusa, em meio a explosões sem fim.
Apesar de tudo, não achei um filme de todo ruim; achei insatisfatório. O elenco é bom, embora, ao ver os créditos e pesquisar quem eram as pessoas reais, fique evidente que Mark Wahlberg foi escolhido para ser protagonista muito mais por sua longa parceria com Peter Berg do que por qualquer semelhança física com o homem que interpreta. O verdadeiro David era um branquelo meio redneck, parrudo, louro, nada a ver com o moreno sarado que vemos em cena. Ainda assim, isso é algo que se releva, porque as atuações, no geral, são competentes.
Deepwater Horizon é um filme interessante, mas que habita aquele lugar desagradável do “poderia ter sido melhor”. E não por questões artísticas, mas por escolhas técnicas que poderiam ter tornado a produção mais sólida. Dá para assistir? Dá. Você vai se entreter por uma hora e cinquenta minutos, que passam rápido. Mas, quando terminar, você conseguirá explicar como o acidente aconteceu? Não. Saberá detalhar como cada personagem sobreviveu? Também não. Conseguirá numerar uma grande cena de ação realmente marcante? Não de novo. É uma produção que vive eternamente no meio-termo, e filmes nessa categoria tendem, a ser facilmente esquecidos.
Muito bom!
Tem uma ótima história e presta uma homenagem aos envolvidos nessa tragédia.
Filme bem produzido.
Filmao, vixxxxx