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Data de lançamento
7 Dez. 2012Duração
O inspetor-chefe Bernie Reid não dorme há semanas. Recém-separado da mulher e dos filhos, ele ronda a cidade de madrugada. Após receber uma chamada e seguir para um apartamento, ele encontra assassinado George Stone, um homem divorciado. Próximo á cena do crime, Bernie encontra Anna, uma mulher que passa pelo local e lhe deixa uma forte impressão. Ele a segue e eles finalmente se encontram em uma festa de solteiros. A atração é instantânea, apesar de Anna não se lembrar de Bernie ou da noite em que se conheceram. Enquanto as evidências começam a apontar para o envolvimento de Anna no assassinato de Stone, o julgamento profissional de Bernie o faz lutar contra seu desejo.
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Tinha tudo para ser um bom film-noir, mas o roteiro propositadamente confuso (pra não dizer desonesto) não dá para engolir.
Valeu mais pela presença e interpretação da Charlotte Rampling, que consegue dar toda veracidade à sua personagem misteriosa. Pena que o filme não tem uma história bem executada, é chato e desinteressante em várias partes.
Charlotte Rampling é uma atriz de peso, sua atuação é algo a se destacar no filme, e também Gabriel Byrne e a participação da veterana Honor Blackman. E uma trama de suspense criminal e psicológico com uma mulher mais madura também é interessante.
Mas o filme tem ritmo lento e entediante, pontas soltas, situações meio confusas, e pouco conseguiu me manter conectado a ele.
----- assistido no Film & Arts -----
Filme de suspense com reviravoltas que marcou a estreia na direção do britânico Barnaby Southcombe, filho da atriz principal aqui, a veterana e premiada Charlotte Rampling, um dos nomes mais importantes do cinema europeu, ainda em plena atividade. Até então Southcombe havia dirigido episódios de séries na Inglaterra, depois escreveu o roteiro desse filme, baseado no livro de Elsa Lewin. Há toda uma trama engenhosa, com presente e passado se misturando, onde um crime precisa ser resolvido. Um homem é encontrado morto num apartamento, o assassinato é investigado por um detetive veterano (participação discreta de Gabriel Byrne, de “Os suspeitos” e “Fim dos dias”) e um colega da polícia, o bom Eddie Marsan (de “Uma vida comum” e “Atômica”), até que surge uma mulher solitária que vive perambulando por aí, que desperta a atenção do detetive principal (Rampling, indicada ao Oscar por “45 anos”, atriz de filmes como “O porteiro da noite” e “Melancolia”, e aqui muito bem fotografada, sempre em planos fechados, com closes e primeiro plano que realçam sua beleza - na época estava com 66 anos). Os dois se apaixonam, o detetive vive cercado de incertezas, e o romance pode atrapalhar as investigações, já que ela é suspeita pelo crime. Enquanto o filme transcorre, imagens embaçadas do assassinato pairam na cabeça da personagem, em que ela parece dopada no apartamento do homem que foi morto. O que ocorreu naquele dia? Aos poucos as peças se encaixam.
É um thriller com certo estilo, boa fotografia com muitos lances de claridade (do diretor de fotografia Ben Smithard, de “Sete dias com Marilyn”) e embalado por uma trilha sonora com blues. Poderia ter mais momentos de suspense e um final mais “tchan”, exigido pela trama, mas nada que comprometa as qualidades dessa fita de arte. Há ainda participações rápidas das atrizes Honor Blackman (de “007 contra Goldfinger” e “Jasão e o velo de ouro”), Jodhi May (de “O último dos moicanos”) e Hayley Atwell (de “A duquesa” e “Capitão América: O primeiro vingador”). Veja! Em DVD pela Imovision.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Bem previsível, mas Charlotte Rampling está ótima como sempre.