O exército grego está prestes a enfrentar uma grande batalha naval contra Tróia, mas os ventos se recusam a soprar. O líder destas tropas, Agamenon, tenta encontrar comida para seus famintos soldados e, por acidente, mata um veado sagrado, de maneira que a punição que cai sobre ele é o sacrifício de sua filha Ifigênia, o que desperta a ira e os lamentos de sua esposa Clitemnestra.
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Esse filme é fantástico. No começo é bem devagar e parece que vai ficar nisso mesmo.
Na segunda hora ele muda e entrega demais. Me emocionei pra caramba mesmo. Eurípedes, grande dramaturgo. Apesar de ser muito difícil adaptar esse tipo de narrativa para o cinema, saiu melhor que o esperado. Uma pena não ser tão conhecido.
Desculpe, tenho que dizer isso, mas quem vê um filme que nem esse e gosta, dificilmente se adapta com essas bombas de hoje em dia.
Que filmaço!!!
Produção grega da Greek Film Centre e Finos Film que é um drama épico indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro - o vencedor do ano foi o francês Madame Rosa, a vida à sua frente (77); no Festival de Cinema de Cannes, foi nomeado à Palma de Ouro de melhor filme. O filme foi baseado no mito grego de Ifigênia, a filha de Agamemnon e Clitemnestra, que foi encomendada pela deusa Artemis para ser sacrificada. Este foi o 3° filme da trilogia do mesmo diretor sobre a "tragédia grega" logo após Electra, a vingadora (62) e As troianas (71).
Kostas Kazakos (1935-2022) e Irene Papas (1929-2022) coestrelaram este filme, Ifigênia (77), e outro filme 15 anos antes, Electra, a vingadora (62), ambos dirigidos por Michael Cacoyannis (1922-2011) e cada um com trilha sonora de Mikis Theodorakis (1925-2021). Parte do filme foi filmada nas ruínas de Micenas, que datam da Idade do Bronze. O filme marcou a estréia cinematográfica da atriz grega Tatiana Papamoschou, que fez a adolescente que deu nome ao título do filme.
Agamenon era o rei de Micenas na mitologia, e cenas retratando sua casa foram filmadas nas ruínas de Micenas. Mas o filme inexplicavelmente identifica Agamenon como rei de Argos, cerca de 11 km ao sul de Micenas. Segundo o mito grego, o rei de Argos na época era Diomedes, que lutou ao lado de Agamenon na Guerra de Troia.
Embora a atuação e o trabalho de câmera sejam lentos na primeira metade do filme, o longa rapidamente ganha velocidade, produzindo um filme poderosamente emocional.
Infelizmente assisti uma cópia em que a legenda perdia a sincronia, o que acabou por prejudicar minha experiência. Fora isso, o filme é a tragédia grega na essência, ainda que tenha um começo morno, mas necessário para contextualizar a história. Nota 7,0.
Produção grega dirigida por Mihalis Kakogiannis, de 1977, vencedor de Melhor Filme e Melhor Atriz, pela performance da Tatiana Papamoschou, no papel título, no "Thessaloriki Film Festival", do mesmo ano. No elenco, a grande atriz/cantora grega Irene Papas, como mãe de Ifigênia. O filme versa sobre o drama vivido pelo rei Agamenon por ter de cumprir uma punição do Oráculo.
Obra de arte. Uma bela adaptação da peça de Euripedes.