Dirigido por
Data de lançamento
14 Nov. 2018Duração
Dante (Cauã Reymond) é o coordenador de produção de uma plataforma de petróleo que vê o sonho de ser promovido a gerente ir por água abaixo com a chegada de Júlia (Maria Casadevall), nova ocupante do cargo. Filha do ministro de Minas e Energia e neta de petroleiro, ela tenta evitar a privatização defendida pelo pai, e, ao mesmo tempo, manter vivas as ideologias do avô. Em casa, Dante tem de lidar com a descoberta do envolvimento de sua mulher temperamental e possessiva, Leona (Sophie Charlotte), com seu irmão Bruno (Klebber Toledo), piloto de helicóptero que presta serviços para a petroleira e que possui uma vida dupla bastante sombria.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder (3ª Temporada)
Arrisco a dizer que essa é uma das melhores séries brasileiras que já vi. Tá no meu Top 3, com certeza.
Eu gostei! O Dante é azalado demais, mais também ele passa o rodo viu.
Minha professora definiu essa série de uma maneira que não consigo mais enxergar de outro jeito:
É como se tivessem entregado ela nas mãos de quem acabou de formar num curso de roteiro, e que quer usar tudo que aprendeu ao mesmo tempo, e no final o resultado é simplesmente caótico. A série tenta ser tudo e não é nada, a maior confusão!
Mas foi a segunda série original da Globloplay, então dá pra dar um desconto, já que nem eles mesmo sabiam pra onde queriam ir.
Apesar das novelas, seus grandes clássicos são mesmo as séries e minisséries, sempre grandiosas, com uma produção cuidadosa e luxuosa. Algo bem folhetinesco, alguns sem muito roteiro elaborado, apenas para entreter.
E é aí que mora o problema!
A emissora acostumou mal seu cativo, ou não tão mais cativo assim, público. Basta perceber que, quando eles apostam em algo mais sério, “para pensar e refletir”, o ibope, sempre ele!, não alcança os níveis desejados. Querendo ou não, nessa aposta de ir quase sempre ao óbvio, a produção da casa, como um todo, caiu num vício.
Protagonizada por Cauã Reymond, a série narra o dia a dia de um grupo de petroleiros na Plataforma 137 e fora dela. Dante (Cauã) comanda aquele lugar com mãos de ferro e é muito querido por seus companheiros, até a chegada da nova gerente/chefe, Júlia (Maria Casadevall). Lógico que com o ódio em comum por esses dois líderes completamente opostos restaria o que senão a paixão avassaladora? Mas Dante é casado com a inconstante Leona (Sophie Charlotte) que, por sua vez, tem um caso com o irmão dele, Bruno (Klebber Toledo), um bandido da marca maior.
Alguns personagens têm seus dramas desenvolvidos para além daquela ilha totalmente inóspita pelo qual eles dão o sangue, como Rocha (Vitória Ferraz) drama com seu filho pequeno e marido violento, ou Buda (Taumaturgo Ferreira), melhor amigo de Dante e ex-viciado. Porém, dramas que são escada (artifício para desenvolver algo do protagonista).
A sensação ao assistir aos doze episódios de mais ou menos cinquenta minutos é que longa demais, poderia ser reduzida em, no máximo seis episódios. E eis aí o vício!
Ilha de Ferro pecou muito por encher linguiça, cair nas armadilhas de uma paixão fulminante (espere muito peito e bunda e sexo selvagem entre Cauã e Maria) e tramas de bandidagem que seria muito melhor explorada se a série realmente tivesse menos episódios. O que faltou no roteiro fraquíssimo não deixou em dever em nada na direção/produção artística e geral de Afonso Poyart (diretor de um dos melhores filmes de ação nacional, Dois Coelhos, 2012) e direção de Roberta Richard e Guga Sander. Essas seis mãos juntas conseguiram fazer de um roteiro fraco algo aceitável, especialmente nos dois últimos episódios grandiosos em produção que, se americano fosse, certamente levaria o Emmy.
O que incomodou bastante também é que todo mundo ali é perturbado, parece que a imponente Ilha de Ferro os deixa, literalmente, sem chão. Não há ninguém equilibrado. Mais uma vez, o vício da escrita para chamar a atenção e conseguir certa tensão dramática.
Cauã Reymond tá muito bem em cena, mas nada que ele não tenha feito em todas as suas novelas na última década: o cara revoltado com a vida, violento, metido a justo e a herói e com problemas com a mãe. Maria Casadevall segura muito bem a sua aflita personagem.
Mas é ela, Sophie Charlotte que é o grande nome. Atriz que a cada trabalho vem provando do seu talento. Sua Leona é louca, intensa, apaixonada, inconstante, duvidosa, desequilibrada. Nas mãos de qualquer outra atriz menos sensível, cairia na caricatura, já que a personagem em si já é uma caricatura, mas ela consegue humaniza-la, sem dúvidas, seu melhor trabalho na TV.
Ilha de Ferro não seria nada sem uma grande produção para maquiar um roteiro limitado e longo para parecer maior que é. No fim, é uma série enfadonha.
É muito boa, com um enredo envolvente.
O Dante é um fudido. É só problema na vida.
O irmão dele, o Bruno é um baita canalha. Pior mesmo só a Leona. Nossa, que guria chata!
O final é interessante. A ida da Júlia para o Norte é triste e angustiante.
Muito boa, vale muito a pena. Estou só pela segunda temporada.