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Data de lançamento
6 Abril 1962Duração
Durante a segunda Grande Guerra, os russos tentavam combater a investida nazista em seu território. Nas frentes soviéticas, Ivan, um garoto órfão de 12 anos, trabalha como um espião, podendo atravessar as fronteiras alemãs para coletar informação sem ser visto, e vive sob os cuidados de três oficiais russos. Mas, após inumeras missões, e com um desgaste físico cada vez maior, os oficiais resolvem poupar Ivan, mandando-o para a escola militar. Ganhador do Leão de Ouro em Veneza.
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O olhar desse diretor… 😮
Infância roubada pela guerra que os homens promovem. Esse filme retrata bem o preço que inocentes pagam por essa loucura. a fotografia e atuações estão impecáveis
- um tipo de infância que nenhuma criança deveria ter
- triste ver que hoje, os descendentes das crianças que sofreram nas mãos dos nazistas daquela época, fazem pior com o povo Palestino
- filme pesado, com um uso magistral da fotografia e dos cenários, que são tão importantes para contar essa história quanto o roteiro
- os sonhos e imaginação do ivan de uma vida sem guerra ajudam a dar uma leveza essencial ao filme
O cinema soviético possui características bastante peculiares e únicas, duas delas é essa delicadeza e crueza ao construir suas obras, é uma fotografia e um som que te fazem sentir a umidade do ar e o peso da voz. A infância roubada e a vida que nunca será é a guerra que uma nação enfrenta no pós-guerra, das vidas perdidas, mas essencialmente das possíveis promessas para o futuro despedaçado. O olhar de Ivan é o de uma criança que esqueceu a muito tempo como é ser uma, curiosamente ainda sobram alguns momentos nos quais o lado lúdico dele se manifesta, mas a ludicidade é presente até no mais bruto dos homens, é um mecanismo de fuga da realidade e um sentimento que decorre da vontade de recordar. E essa recordação, esse reflexo longínquo do passado, acaba se turvando nas águas de uma vida manchada pelos horrores do campo de guerra e por um sentimento de ódio e vingança que draga qualquer mente a um declínio feroz do viver. Um longa que além de muito instigante e reflexivo (diversas passagens do filme rendem boas observações e indagações sobre o teor delas), consegue ser belíssimo em suas composições de cena e cenário, em seus personagens profundos e numa narrativa cativante e dolorosa, apesar de atenuar os cenários dantescos de uma guerra, ainda sim possuí momentos bastante indigestos.
Filme marcante, emocionante. Um clássico do cinema russo. Com certeza, não tão barra pesada como outros filmes da Segunda Guerra, tanto do lado Russo, Inglês, Alemão, Americano. Porém, não tem como deixar se levar pela bela atuação do Nikolai Burlyayev no personagem Ivan. Também o drama dos soldados Galstev e Katasonov em exercício. O filme não é cheio das lembranças pesadas do lado negro da Segunda Guerra, o filme é guiado tanto no drama do menino quanto o drama do médico soldado, interpretado pelo bem apresentado Evgeniy Zharikov. Algumas cenas como a da casa na estrada e o velho senhor fazem-nos voltar a situação do caos da guerra naquele momento, e foi o que vi mais de pesado na história, tirando as últimas cenas do filme que incluem filmagens reais. O filme é um sucesso em parte por conseguir fazer algo pesado como a segunda guerra ser comunicado de forma suave, contemplativa, a partir da boa atuação dos atores e da história construída pelos roteiristas. O filme é guiado pelo inconsolado menino Ivan, como também pelo soldado médico.