Biografia do cineasta francês Jacques Demy. O filme passeia pelas lembranças de Demy, principalmente as de sua infância, contando como foi a sua relação com seus parentes e amigos, as primeiras namoradas e os primeiros filmes que fez.
Um filme que exala paixão e beleza a cada frame. O cuidado de Varda aos detalhes é algo muito perceptível de sua marca, assim como a forma de lidar com o tempo e a cor. Uma história nunca é só uma história, mas uma ponte para muitas outras discussões. A edição é bastante acertada em concatenar cenas dos filmes de Demy e suas falas com as dramatizações de seu passado. Uma belíssima ode à arte, ao cinema e à infância, assim como uma carta de amor eterno de uma esposa, amiga e admiradora.
"Ele viveu aquilo que chamam de uma infância feliz."
Jacquot de Nantes #JacquotdeNantes de #AgnesVarda França,1991.
Agnès Varda foi casada com Jacques Demy. Ambos cineastas que faziam filmes com o coração. Demy faleceu em 1990 e Varda fez sua homenagem com esse Jacquot de Nantes. Acontece que ela não fez apenas uma homenagem ao seu querido amigo, marido e artista, ela fez uma declaração de amor ao cinema. Jacquot de Nantes é pra mim um de seus trabalhos mais emotivos e belos, eu coloco esse filme ao lado de Os Incompreendidos (Truffaut), Cinema Paradiso (Tornatore) e 8 1/2 (Fellini). São filmes que falam da alma do cinema. Pois alguns diretores não são guiados pela técnica e sim pela alma de um roteiro e isso fica evidente na obra de Agnès Varda, seus filmes não precisam fazer sentido (e fazem), pois eles falam com a gente através da emoção. Existe uma cena aqui que talvez seja a mais significativa dos filmes que homenageiam o cinema: o garoto Jacques vai até uma loja de usados, ele quer comprar uma câmera de filmar, sem dinheiro ele troca seus brinquedos pela câmera. Aqui Varda coloca em imagens a paixão pela arte, o garoto deixa pra trás sua infância, seus hobbies para entrar indefinidamente no mundo do cinema. É uma obra prima!
Filme lindo. Trilha sonora apaixonante. Ótima utilização de cenas de outros filmes dentro do contexto do filme. Adorei também a ideia da transposição do preto e branco para o colorido quando o olhar do Jacquot enxerga a beleza artística.
Um filme tão bonito não pode em hipótese alguma ser bom.
Filme 3 da Diretora da semana: Agnès Varda
Nota do grupo: 4,0
Um filme que exala paixão e beleza a cada frame. O cuidado de Varda aos detalhes é algo muito perceptível de sua marca, assim como a forma de lidar com o tempo e a cor. Uma história nunca é só uma história, mas uma ponte para muitas outras discussões. A edição é bastante acertada em concatenar cenas dos filmes de Demy e suas falas com as dramatizações de seu passado. Uma belíssima ode à arte, ao cinema e à infância, assim como uma carta de amor eterno de uma esposa, amiga e admiradora.
"Ele viveu aquilo que chamam de uma infância feliz."
Jacquot de Nantes #JacquotdeNantes de #AgnesVarda França,1991.
Agnès Varda foi casada com Jacques Demy. Ambos cineastas que faziam filmes com o coração. Demy faleceu em 1990 e Varda fez sua homenagem com esse Jacquot de Nantes. Acontece que ela não fez apenas uma homenagem ao seu querido amigo, marido e artista, ela fez uma declaração de amor ao cinema. Jacquot de Nantes é pra mim um de seus trabalhos mais emotivos e belos, eu coloco esse filme ao lado de Os Incompreendidos (Truffaut), Cinema Paradiso (Tornatore) e 8 1/2 (Fellini). São filmes que falam da alma do cinema. Pois alguns diretores não são guiados pela técnica e sim pela alma de um roteiro e isso fica evidente na obra de Agnès Varda, seus filmes não precisam fazer sentido (e fazem), pois eles falam com a gente através da emoção. Existe uma cena aqui que talvez seja a mais significativa dos filmes que homenageiam o cinema: o garoto Jacques vai até uma loja de usados, ele quer comprar uma câmera de filmar, sem dinheiro ele troca seus brinquedos pela câmera. Aqui Varda coloca em imagens a paixão pela arte, o garoto deixa pra trás sua infância, seus hobbies para entrar indefinidamente no mundo do cinema. É uma obra prima!
#PhilippeMaron #EdouardJoubeaud #LaurentMonnier #JacquesDemy #CinemaFrances
Filme lindo. Trilha sonora apaixonante. Ótima utilização de cenas de outros filmes dentro do contexto do filme. Adorei também a ideia da transposição do preto e branco para o colorido quando o olhar do Jacquot enxerga a beleza artística.