Judas e o Messias Negro

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Judas e o Messias Negro (2021)
Judas and the Black Messiah Outros títulos
Média do filme: 4.1 de 5 — baseado em 5573 votos
MÉDIAFILMOW
4.1
5573 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Shaka King
Data de lançamento 12 Fev. 2021 Outras datas
Duração 126 min (2h06)
Classificação indicativa de Judas e o Messias Negro: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

12 Fev. 2021

Duração

126 minutos Classificação indicativa de Judas e o Messias Negro: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
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Sinopse

A história de ascensão e queda de Fred Hampton, o ativista dos direitos dos negros e revolucionário líder do partido dos Panteras Negras. Um jovem proeminente na política, ele atrai a atenção do FBI, que com a ajuda de William O’Neal acaba infiltrando os Panteras Negras e causando o assassinato de Hampton.

Elenco

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Comentários 2
amigos querem ver
vincizeff
Vinci Zeff
2 dias atrás

Esse filme me gerou um ódio difícil de explicar. A gente sempre escuta essas histórias por cima, mas quando começa a olhar para os detalhes, percebe que o preconceito, o racismo e a opressão de um sistema construído sobre essas estruturas são muito piores do que conseguimos imaginar.

É um filme extremamente forte e necessário. Daqueles baseados em fatos reais que terminam e deixam um gosto amargo, quase uma revolta com a capacidade da sociedade de desumanizar o outro.

E são tantas questões e tantas camadas diferentes acontecendo ao mesmo tempo, desde o poder, racismo, violência, manipulação, medo, sobrevivência… que fica difícil colocar tudo em poucas linhas. Tem que assistir para entender.

brunocalmeida
Bruno Almeida
2 meses atrás

Quem pensa que nos EUA não houve repressão, como as que ocorreram nas ditaduras da América Latina, precisa assistir a esse filme.

renanborges
Renan
3 meses atrás

Que filme! Daqueles filmes que você fica se perguntando porque não é muito mais conhecido, falado! Daquelas histórias que precisam ser contadas!

g3n1ls0n
Genilson
½
7 meses atrás

O filme acerta em cheio ao mostrar como a traição destrói tudo... Vidas, ideais, um povo... E isso camaradas, vai muito além de política, porque a "raça" mais safada & ordinária que existe mesmo, é o tal do X9!

Isso é desde os tempos de JESUS CRISTO, por isso é interessante o trocadilho com o nome do filme. O sistema sempre da um jeito de coliar com esse tipo, fazer lavagem cerebral, manipular e transformar os cara em JUDAS, apenas pedindo o seu preço.

Ver o Bill O'Neal se infiltrando na vida de Fred Hampton, ganhando confiança, sendo acolhido como irmão, pra depois entregar ele pro FBI é de revirar o estômago. Fere a alma. A parada mais pesada é que Hampton acreditava de verdade na luta coletiva, na união do povo, e o cara que virou chefe de segurança dele, foi lá e o entregou de bandeja. Pode até ter se arrependido pela ótica na atuação de Lakeith Stanfield, mas já era tarde demais... O filme não romantiza nada, mostra a traição pelo que ela é: covardia pura.

No fim, você sai pensando que não tem dinheiro que pague a sua paz de espírito por não fazer parte de uma patifaria dessas. Lembre-se:"Na hora do aperto, vagabundo entrega até a mãe, por isso faça o seu trabalho bem feito & não confiem em ninguém, meu filho!"

rafinhaqq
rafinhaqq
½
9 meses atrás

Depois de assistir The Trial of the Chicago 7, eu decidi finalmente ver Judas and the Black Messiah de 2021 — no Brasil Judas e o Messias Negro — e logo de cara percebi que vinha algo pesado, direto na ferida, um retrato cru tanto da ascensão de Fred Hampton quanto do desespero silencioso de William O’Neal. E, para mim, uma das primeiras coisas que saltam aos olhos são as atuações, que carregam tudo: intensidade, presença e uma verdade desconfortável.

As boas atuações são parte essencial da força do filme. O O’Neal interpretado por LaKeith Stanfield entrega exatamente aquela mistura de insegurança, esperteza e covardia mascarada que o personagem precisava. É uma performance inquieta, nervosa, perfeita para traduzir alguém que está sempre em alerta, sempre tentando sobreviver a qualquer custo. Já Fred Hampton, vivido por Daniel Kaluuya, está muito bem também — mesmo eu achando que ele não se parece tanto com o líder real. O ator que fez Hampton em The Trial of the Chicago 7 (Kelvin Harrison Jr.) lembrava mais fisicamente. Só que, honestamente, isso vira detalhe quando vemos o porte, a segurança e o domínio de Kaluuya na tela. Ele tem mais nome, mais força de protagonista e, claro, mais talento, e merece ficar com o papel.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Ao longo da narrativa, acompanhando O’Neal desde o começo, dá para perceber a espiral que ele mesmo alimenta e da qual não consegue escapar. O filme mostra, com clareza cruel, que ele realmente se envolveu com a causa, que começou a sentir algum tipo de pertencimento dentro dos Panteras Negras. Mas era uma batalha perdida desde o primeiro segundo. A polícia jamais o deixaria simplesmente caminhar livre; ele estava preso num acordo impossível. E, por outro lado, sua consciência também não permitiria que ele vivesse em paz se seguisse colaborando com o que acabou fazendo. A cada passo, o peso moral cresce, até que não sobra saída — apenas culpa.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Na ordem dos acontecimentos, quando tudo chega ao clímax com a invasão que executa Hampton enquanto dormia, o impacto é tão forte quanto inevitável. O filme então encerra com as mensagens sobre o que aconteceu com cada um dos envolvidos, e essa parte, para mim, fecha o círculo de forma devastadora. Mostra o destino de O’Neal, mostra como Fred Hampton se tornou símbolo, como sua esposa segue viva, firme, e como seu filho, também vivo até hoje, continua carregando o legado do pai — tendo nascido apenas 25 após sua morte.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

E aí entra um dos pontos mais fortes do filme: o uso dos materiais reais, principalmente as imagens e trechos autênticos de discursos, entrevistas e arquivos históricos. O longa fecha mostrando partes do documentário "Eyes on the Prize II: America at the Racial Crossroads", onde o verdadeiro O’Neal aparece sendo entrevistado. Essas cenas reais reforçam tudo o que o filme constrói: o desconforto, a contradição, o risco constante de ser engolido pelas próprias escolhas. Inclusive, algumas dessas entrevistas dentro do filme poderiam ter vindo com o nome de quem estava falando na tela, porque daria ainda mais clareza ao espectador, mas isso não diminui o impacto de ver a realidade costurada junto à dramatização.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

O fato de O’Neal ter se suicidado logo após esse documentário ir ao ar reforça justamente o conflito interno que o filme sugere: ele não conseguia mais carregar tudo aquilo. O desgaste emocional e moral estava além de qualquer possibilidade de seguir vivendo com o próprio passado.

Esse fechamento transforma a história em algo que vai além do cinema. É memória, é ferida aberta, é lembrança de uma luta interrompida à força. E, ao mesmo tempo, é a prova viva de que algumas sementes continuam germinando, apesar de tudo.

Assistido em 06/12/2025

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Principais Notícias

Elenco de Judas e o Messias Negro

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Ashton Sanders 4 52

Ashton Sanders

(Larry Roberson)
Daniel Kaluuya 55 829

Daniel Kaluuya

(Fred Hampton)
Jesse Plemons 36 151

Jesse Plemons

(Roy Mitchell)
Lakeith Stanfield 53 466

Lakeith Stanfield

(William O'Neal)
Martin Sheen 14 402

Martin Sheen

(J. Edgar Hoover)
Algee Smith 1 16

Algee Smith

(Jake Winters)

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