Numa casa de campo, Julieta passa seus dias sossegada com seu marido. Porém, durante seu aniversário de casamento, suas irmãs aparecem para a festa, e trazem um guru psíquico, que faz uma evocação de espíritos. À partir deste evento, Julieta começa a ser atormentadas por visões do outro mundo, que parecem tentar mostrá-la os rumos de sua vida, bem com a traição do marido. Mas, seriam estes espíritos amigos?
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Fellini em cores + Giulietta Masina é a combinação mais sem erro do cinema. Ao ler curiosidades sobre o filme me assustei com a possibilidade do mesmo não ter sido tão bem recebido pela crítica na época, vai ver Fellini estava mesmo muito além do seu tempo. Esse é o primeiro longa do Fellini em cores, e como ele fez bem o uso desse recurso, os figurinos são lindos, e os cenários tão vivos, tanto que toda essa combinação realça ainda mais o propósito da história, que é bem parte propositalmente lúdica, Fellini usa e abusa de diversas cores mas dá um destaque ainda maior as cores da bandeira da Itália, é o que fica de cara já bastante evidente no filme. Em Julieta dos espíritos acompanhamos Julieta que está passando por um momento delicado em seu relacionamento, ao suspeitar que o marido a está traindo ela busca respostas da maneira convencional e também de maneira não convencional. Após confirmação, que é triste, ela embarca de cabeça numa jornada que já a convidava, a da espiritualidade, não é uma jornada da qual ela de fato busca, é quase uma “perseguição”, mas com ela um mar de possibilidades em meio uma miríade de questionamentos. Há quem diga que ter usado a própria esposa como protagonista desse filme e ter dado a personagem seu nome real, teria relação com um pedido de desculpas de Fellini por ter sido tão Fellini com Julieta. Tudo o que sei, é que posso comprovar é que essa já é a segunda vez que Masina me leva à beira das lágrimas, a outra foi em Noites de Cabíria, igualmente lindo.
É um mergulho onírico na mente feminina, visualmente imaginativo, porém o excesso de simbolismos o torna um pouco cansativo.
Assistido em 01/09/25.
— É hoje, né, Juliette? O beijo triplo?
— Não venha não, Suzy, me deixe em paz.
Julieta dos Espíritos (1965) é o primeiro — de muitos, espero — filmes de Federico Fellini que assisto, e posso dizer que fiquei absurdamente maravilhado com a proposta feminista presente aqui.
O filme nos transporta por uma sucessão de acontecimentos mágicos e extremamente coloridos, onde Giulietta (belissimamente interpretada por Giulietta Masina) após suspeitar de uma traição do marido, se vê diante de uma escolha: seguir pelo caminho “certo”, regido por dogmas religiosos e deveres conjugais, ou pelo “errado”, repleto de sexo, aventura e euforia.
Visualmente, o filme é um estrondo de beleza — as cores do tecnicolor são deslumbrantes — e o enredo prende do início ao fim. Achei gozadamente curioso o fato de a personagem ter o mesmo nome da atriz, que, além disso, era casada com Fellini. Acho que não precisamos somar dois mais dois para entender o que pode ter motivado essa escolha.
Adorei todo o surrealismo, que aqui não me pareceu tão “lombrado”, já que dava a impressão de que Fellini puxava as rédeas antes de deixar o lúdico ir longe demais (ou talvez eu esteja apenas tão acostumado a esse tipo de filme que consegui captar rapidamente a proposta). Logo de início, percebi como Darren Aronofsky provavelmente se inspirou neste longa para criar Mãe! (2017). Não digo que ele tenha simplesmente copiado e colado, mas, enquanto ambos os enredos dialogam com dogmas religiosos, aqui a ênfase recai sobre uma interpretação de libertação feminina — algo que Aronofsky claramente não tinha como foco em Mãe!
É um filme maluco, bonito de se ver... mas não é legal.
Foi difícil manter o foco aqui.
Julieta merecia mais.
que filmaço, não tava esperando tudo isso
- obrigatório para as garotas místicas que foram na onda do suspiria novo e the love witch da vida
- um dos figurinos mais impecáveis que eu JÁ VI (amo muito figurinos)
- todas as personagens femininas são muito cativantes
gosto MUITO de como o fellini retratava religião e boemia,
não esperava que os espíritos fossem descritos como possivelmente amigáveis e tão importantes na jornada interna da julieta, achei beeeem legal isso
não vou me alongar muito, basicamente: bastante psicodelia e um ritmo bem leve, o filme é até longo mas a hora passou voando