Numa casa de campo, Julieta passa seus dias sossegada com seu marido. Porém, durante seu aniversário de casamento, suas irmãs aparecem para a festa, e trazem um guru psíquico, que faz uma evocação de espíritos. À partir deste evento, Julieta começa a ser atormentadas por visões do outro mundo, que parecem tentar mostrá-la os rumos de sua vida, bem com a traição do marido. Mas, seriam estes espíritos amigos?
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É um mergulho onírico na mente feminina, visualmente imaginativo, porém o excesso de simbolismos o torna um pouco cansativo.
Assistido em 01/09/25.
— É hoje, né, Juliette? O beijo triplo?
— Não venha não, Suzy, me deixe em paz.
Julieta dos Espíritos (1965) é o primeiro — de muitos, espero — filmes de Federico Fellini que assisto, e posso dizer que fiquei absurdamente maravilhado com a proposta feminista presente aqui.
O filme nos transporta por uma sucessão de acontecimentos mágicos e extremamente coloridos, onde Giulietta (belissimamente interpretada por Giulietta Masina) após suspeitar de uma traição do marido, se vê diante de uma escolha: seguir pelo caminho “certo”, regido por dogmas religiosos e deveres conjugais, ou pelo “errado”, repleto de sexo, aventura e euforia.
Visualmente, o filme é um estrondo de beleza — as cores do tecnicolor são deslumbrantes — e o enredo prende do início ao fim. Achei gozadamente curioso o fato de a personagem ter o mesmo nome da atriz, que, além disso, era casada com Fellini. Acho que não precisamos somar dois mais dois para entender o que pode ter motivado essa escolha.
Adorei todo o surrealismo, que aqui não me pareceu tão “lombrado”, já que dava a impressão de que Fellini puxava as rédeas antes de deixar o lúdico ir longe demais (ou talvez eu esteja apenas tão acostumado a esse tipo de filme que consegui captar rapidamente a proposta). Logo de início, percebi como Darren Aronofsky provavelmente se inspirou neste longa para criar Mãe! (2017). Não digo que ele tenha simplesmente copiado e colado, mas, enquanto ambos os enredos dialogam com dogmas religiosos, aqui a ênfase recai sobre uma interpretação de libertação feminina — algo que Aronofsky claramente não tinha como foco em Mãe!
É um filme maluco, bonito de se ver... mas não é legal.
Foi difícil manter o foco aqui.
Julieta merecia mais.
que filmaço, não tava esperando tudo isso
- obrigatório para as garotas místicas que foram na onda do suspiria novo e the love witch da vida
- um dos figurinos mais impecáveis que eu JÁ VI (amo muito figurinos)
- todas as personagens femininas são muito cativantes
gosto MUITO de como o fellini retratava religião e boemia,
não esperava que os espíritos fossem descritos como possivelmente amigáveis e tão importantes na jornada interna da julieta, achei beeeem legal isso
não vou me alongar muito, basicamente: bastante psicodelia e um ritmo bem leve, o filme é até longo mas a hora passou voando
Um verdadeiro parque de diversões do incosciente. Ver o Felini brincando com as cores e fazendo esse tumulto estético não era algo que eu esperava ver. São cenários maneiristas tçai escalafobéticos que pode-se dizer que isso aqui é um avô perdido de wes anderson, mas sem uso de filtros avançados, apenas um design de produção ABSURDO. Com uma de suas melhores persagens em mais uma atuação brilhante da Masina, Felini nos trás uma fantasia surreal cheia de ricos estranhos e espalhafatosos, misticismo (quase antencipando o new age) e um certo erotismo, que aliás, torna esse filme ainda mais interessante somado ao fato de ser aubiográfico a ponto da esposa e a amante do Felini ATUAREM JUNTAS. Tudo nesse filme é muito ousado.