Um menino cego porto-riquenho é assassinado por uma gang de adolescentes na Itália. Do grupo, três jovens são pegos e vão à júri, onde são acusados intensamente pelo promotor. O advogado resolve então investigar mais profundamente o caso e acaba descobrindo que a história não era como ele pensava.
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Datado e de certo modo ingênuo. O que seria uma abordagem social da deliquencia juvenil nos anos 50/60, se torna um palco pra Burt e a fotografia em P & B, brilharem.
O final confuso confirma a ideia de que não basta ter uma ótima premissa, tem que saber como executa-la.
Fui assistir esperando um outro tipo de filme, mas acabou valendo a conferida. Tem uma história que prende a atenção e uma boa direção do John Frankenheimer.
Burt Lancaster e Shelley Winters é o casal central deste drama/suspense dirigido por John Frankenheimer, com duas belas atuações. Com relação ao enredo fiquei com a impressão que o personagem de Lancaster trabalhou no caso
mais com a preocupação de provar que o filho de sua ex-namorada (Winters) era inocente do que condenar os responsáveis pelo crime que se refere a sinopse.
Mas é só minha impressão.
No elenco a presença do ator Telly Savalas em uma participação secundária, praticamente fazendo sua estreia na Sétima Arte.
Apesar de evitar filmes de tribunais, (
se bem que é só no final
O filme tem ótimos diálogos, dentre tantos, mas achei incrível quando o personagem de Lancaster estava explicando ao tribunal o fato de adolescentes (menor de idade) não conseguem lidar com a sua raiva, revolta, decepção, fracasso e, presumidamente, não consegue lidar com suas emoções. Daí, o Juiz disse que isso não tinha nada haver com o caso que estava fugindo. E isso é máxima na área judicial, eles são incapazes que fazer relações com o social, afinal de contas, delinquência juvenil ou marginalização é um problema social sim e responsabilidade de todos nós, inclusive, do judiciário. Ainda bem que Leis foram feitas e aprovadas para estes burgueses, burocratas e capitalistas aplicarem.
Eu fiquei esperando que fosse revelado em algum momento do filme que o Danny Di Pace era filho do Bell, seria conveniente pro enredo, mas o diretor surpreendentemente fugiu dessa previsibilidade
É uma bela denúncia sobre a marginalização de imigrantes e descendentes de imigrantes nos EUA daquela época. Até o próprio protagonista tem que usar o sobrenome Bell(abreviatura de Bellini) pra esconder suas origens.