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Shingen, um poderoso Senhor da Guerra, torna-se lendário como o lema que decora os seus estandartes: "veloz como o vento, silencioso como a floresta, feroz como o fogo, inalterável como a montanha". Em meio a uma grande guerra, Shingen, seriamente ferido, ordena ao clã que use algum sósia para o substituir caso faleça - para manter a sua morte em segredo, evitando assim o ataque dos seus inimigos. Mas este é um vulgar criminoso que tem de aprender a transformar-se num grande líder e comandar um exército de 25.000 leais guerreiros Samurai... Drama épico sobre conflitos feudais no Japão do século XVI, "Kagemusha" ganhou o grande prémio do festival de Cannes 1980, e é considerado um marco na carreira do conceituado realizador Akira Kurosawa.
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Os aspectos técnicos são excelentes, de fato uma ótima direção de Akira Kurosawa, mas para a história que o filme se propõe a contar, os 180 minutos são um exagero, mesmo tudo sendo desenrolado em um ritmo lento. Provavelmente não é a porta de entrada ideal para conhecer o diretor, mas no geral Kagemusha é uma obra que possui seus méritos.
*** (Bom)
Épico do grande Kurosawa, premiado em Cannes, anos depois da sua tentativa de suicídio após fracassos, ganhando apoio de Coppola e George Lucas para realizar o filme; um drama onde um ladrão vira sósia do Senhor do Clã após sua morte, tendo de conviver imitando o Senhor no dia a dia e também em batalha. O longa se estende por quase 3 horas de duração, entregando drama, humor e ação. As batalhas são bem orquestradas, introduzindo muitos figurantes em cena e, nos momentos noturnos, o uso de cores como o vermelho transformam a batalha em uma pintura em movimento. Não é um dos meus favoritos do diretor, mas, sem dúvidas, uma sessão obrigatória.
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*Dica: Ran (1985)
"Kagemusha, a Sombra do Samurai" é uma obra-prima dirigida por Akira Kurosawa, que mergulha na cultura do Japão feudal, contando uma história de sacrifício, honra e uma profunda transformação.
O filme conta a história de um ladrão (Tatsuya Nakadai), que foi escolhido para se tornar o dublê (Kagemusha) do senhor feudal Shingen Takeda, um poderoso líder militar militar da era que tinha sido ferido em batalha, mas que precisava manter a pose de saúde pras tropas. Mas o bicho não resiste e morre, e como o moera mento politico crucial, o ladrão assume a identidade do rei para manter a unidade e a força do clã. Mas além de enfrentar a enorme diferença intelectual e social do líder, o ladrão passou a enfrentar seus próprios demônios.
Kurosawa é um samurai, ele capta com genialidade toda beleza e a brutalidade do Japão feudal, mostrando imagens que parecem ter sido roubadas do tempo deles. Com cenas trabalhadas de forma artesanal, repletas de cores vibrantes e detalhes visuais ricos, o longa transporta a gente para uma época onde a honra e a lealdade valiam mais que a própria vida. O ladrão, era um ladrão, um homem sem honra, o Dimas o Bandido, que passou a sofrer uma carga monstruosa, pela pessoa que ele era, e que tinha agora de forma quase forçada, a responsabilidade e uma importância monstruosa de manter seu disfarce pelo bem do clã.
Tatsuya Nakadai, consegue passar o desespero que do ladrão, tentando manter o disfarce precisando mudar atitudes e hábitos, que passam longe do monarca. Mas nem tudo são flores, a mudança é muito complexa, são muitas situações que deixam tanto o ladrão, quanto os conselheiros e pessoas de confianças nervosos. Uma guerra decisiva estava sendo travada, os interesses dos aliados estavam na mesa, mas com o disfarce, tudo ficava oculto.
O sacrifício do ladrão me impressionou. Manter uma identidade dessa por um período tão longo, foi um ato de coragem fora do limites para um homem como ele. De um bêbado de rua, ele conseguiu se passar como um rei... Ele cumpriu seu disfarce, mostrando ter uma honra e lealdade, fora dos limites, inicialmente se transformando por fora, mas que depois passou a ser algo inerente a nova personalidade dele.
O que me deixou puto da vida, foi quando o seu disfarce não foi mais necessário. A forma como os conselheiros, generais e o clã, trataram ele, não foi com a honra de ele merecia, por ter cumprido um papel no conflito. O ladrão, foi tratado como ladrão, como um bêbado, como mendigo, como lixo. Mostrando que o ladrão propositalmente usou um disfarce para ajudar seu líder, sendo está a missão de sua vida, situação que transformou o ladrão sem nome, em um rei. Mas depois da missão cumprida, quem usava um disfarce?
O ladrão mudou sua imagem por fora, tirou seu disfarce quando não foi mais necessário, e nem ladrão era mais. E os generais, os comandantes e conselheiros, que precisavam tanto do disfarce do ladrão, falando de honra, sacrifício e lealdade, quase o espancaram quanto tudo acabou. Que usava mascaras então...?
Kurosawa, entrega batalhas épicas, com imagens de encher os olhos, nessas paisagens de mangá. Ele conta com muito figurante, vestidos de armaduras incríveis, que parecem reais, com aquele monte de cavalo em tomadas que parecem pinturas em movimento, com efeitos sonoros que impressionam, deixando as cenas perto da realidade do que seria uma batalha de campo desses clãs.
"Kagemusha, a Sombra do Samurai" é um filme grandioso, uma obra-prima que conta uma história baseada em fatos reais, com significados marcantes que atravessaram o tempo, inspirando quem assiste. Mais uma vez, Kurosawa traz o filme como se fosse um sonho ou uma lembrança de alguém. A forma realista e natural que ele tem de contar essas histórias, impressionam, inspiram e levam almas samurais para bem longe, num passado de reis, guerreiros e mendigos, com suas guerras de honra, poder e glória.
Primoroso !!
O neto e o cavalo dele estavam certos.
Cada cena de combate mais bela que a outra.
A palavra Kagemusha significa dublê ou sombra de um guerreiro, aqui temos uma obra japonesa prestigiada e premiada, mas ficcionalizada da morte de Takeda Shingen, em meio a fatos históricos, o que não me agradou muito, curto biografias, mas quase tudo aqui é criacionista. Assisti ao filme alternando e picado, o que o tornou mais longo ainda, e interminável, a criancinha, a netinha do farsante sem dúvida rouba as cenas, apenas ela me cativa… Uma excelente produção entediante e aborrecida.