Em 1965, um fusca é vendido a um jovem engenheiro civil de São Paulo. Quarenta anos se passam e o carro vai parar num ferro-velho do Recife, com a placa KFZ-1348. Nessa trajetória de quatro décadas, o carro passou pelas mãos de outros sete proprietários. De um empresário paulista a uma cabeleireira do interior de Pernambuco. Para cada um deles, o fusca teve seu valor, sua importância, em diferentes momentos da história do Brasil. O documentário KFZ-1348 parte em busca dessas histórias, tendo o carro como fio condutor e a vida de seus proprietários como janela privilegiada para observação da sociedade brasileira.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Quase todo mundo que viu este filme adiantou que era um dos menos interessantes de ambos os diretores. Como tal, adentrei a sessão achando que também me decepcionaria um pouco. Ocorreu exatamente o contrário: este filmaço figura entre os melhores trabalhos de ambos. Amei, amei, amei! Sou apaixonado por investigações existenciais a partir de objetos que servem de gatilhos histórico-emocionais, e fui amplamente contemplado pelo modo como os depoimentos são costurados: inicialmente, em ordem cronológica de aquisição do Fusca e, pouco a pouco, misturados através de experiências diversas mas todas suma e igualmente válidas enquanto experiências de vida merecedoras de atenção, respeito e aplauso. Mas é evidente que o dono do ferro-velho (que refuta esta terminologia) se destaca pela sabedoria popular e espontânea de primeiríssimo quilate. A frase final é sublime. Depois de tudo o que assistimos, compactuamos com a beleza das lembranças que dóem. Documentário magistral. Adorei! (WPC>)
Sei lá, ele já parte de um tema que não me é muito interessante, e Mascaro e Pedroso dirigem o filme de uma maneira quase anacrônica. Chega a ser chato. Segundo que não há a menor necessidade desse documentário ser contado em tempo alinear, e isso só joga contra o próprio filme o tempo todo. Pra mim, é o pior filme de ambos os cineastas.
Muito bom!
Queria saber po a cabeleireira caiu tanto de vida
eeeeee carai. eu gostei dos filmes de marcelo pedroso que vi até agora porque a montagem é sempre agradável e tem horas que eu fico observando só as imagens em si, geralmente me da uma sensaçao de estar em casa, em recife, sei lá. e também sinto sarcasmo em alguns momentos, isso em varios filmes. às vezes é mais óbvio, tipo em pacific, às vezes pode ser coisa que eu to inventando. esse filme do fusca é incrível. é massa
Acho que se o filme seguisse uma ordem cronológica na narrativa seria mais interessante. Ao inves de somente apresentar os 8 proprietários e depois ir de um para o outro sem uma ligação aparente (talvez somente temática) ele poderia apresentar a história inteira de cada um, desde a compra até a venda. Tem ali histórias interessantes que são mal exploradas.
Mas ja é a mostra do talento do Gabriel Mascaro, que pra mim é o melhor documentarista brasileiro da atualidade. Junto ali do João Moreira Salles