La Libertad mergulha num dia de trabalho de um madereiro nos Pampas da Argentina. Misael Saavedra é uma figura rude que acorda pela manhã, marca as árvores, as derruba e coloca-as no caminhão. No meio disso lhe sobra pouco tempo para tirar um cochilo, comer ou ir ao banheiro.
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comer tatu é bom que pena que o diretor esqueceu de usar elipses pra classe média cult-entediada-espectadora das arte interativa achar que tem agẽncia criativa e inferir mentalmente um monte de sugestões/soluções narrativas extradiegéticas, contemplando um cotidiano exótico de um falso doc etnográfico e por isso eu prefiro a imersão nas cabrita de Tsai Ming Liang.
Criando laços com o outro através de atividades tão silenciosas.
Into the Wild dos não-privilegiados; o "homem na natureza" no mundo das relações classistas.
A plena liberdade que o cineasta recorre para fazer seu filme é de incomodar. Incomoda no bom sentido da palavra, claro. Estamos tão agitados, que quando caímos diante de um filme extremamente contemplativo e reflexivo, a inquietação toma conta e não por acaso, Essa era sua finalidade. Bom filme.
Como pode um filme tão simples em estrutura, dizer tanto, sendo assim tão profundo? É raro se deparar com uma obra dessas, onde o vazio do nada é a crítica maior do filme que contempla, em sua solidão de projeção, todos os fantasmas do sistema capitalista contemporâneo.
Este filme não é para qualquer um, mas eu me orgulho (e como me orgulho) dele ter sido para mim. BRAVO!