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Data de lançamento
29 Ago. 1979Duração
Cantora americana de ópera viaja com seu filho adolescente Joe para uma longa turnê na Itália. Absorvida por seu trabalho, Caterina choca-se com a descoberta de que seu problemático e solitário filho está viciado em heroína.
Seu desespero em ajudar a curar seu filho resulta numa relação incestuosa entre eles e, além disso, na possibilidade de um reencontro dele com seu pai verdadeiro, cuja existência ela sempre manteve em segredo.
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O filme é bom. A história é bastante esquisita — chega a ser bizarra —, o que acabou prendendo minha atenção em meio a todo aquele imbróglio. No entanto, o final não me agradou: achei o desfecho bem anticlimático.
Caterina é pior como mãe ou esposa?
Caterina Silveri, de La Luna, é o tipo de mãe que qualquer um olharia com uma mistura de pena e desprezo. Ela carrega um ar de sofisticação, sim, mas por baixo disso há um vazio que engole tudo ao redor, especialmente o filho, Joe. Quando o marido morre, ela não para pra respirar, pra pensar no que o garoto precisa — arrasta ele pra Itália como quem leva uma mala extra, e logo se perde nos próprios dramas, na carreira, nas luzes. Joe, largado, afunda nas drogas, e o que ela faz? Nada que mostre um pingo de clareza ou força pra puxá-lo de volta. Em vez disso, se deixa levar por um impulso torto, cruza linhas que nenhuma mãe deveria nem sonhar em cruzar. Não é só negligência; é como se ela jogasse lenha na fogueira da confusão dele, incapaz de enxergar além do próprio nariz. Dá pra sentir o peso de uma mulher que, no fundo, não sabe segurar as rédeas da vida — nem a dela, nem a de quem depende dela.
Como esposa, ela não é muito melhor. O casamento com Douglas parece mais um palco pra ela brilhar sozinha do que um laço de verdade. Tem aquela frieza no ar, uma distância que sugere que ela nunca se entregou de fato, nunca parou pra construir algo sólido. E o passado com Giuseppe, o pai biológico de Joe, só escancara isso: ela pulou fora das regras do jogo quando quis, sem se importar com o que ficava pra trás. Depois que Douglas morre, não há nem sinal de um luto que faça sentido — ela foge, troca de cenário, como se trocar de roupa resolvesse o buraco dentro dela. É uma mulher que não enfrenta, não reflete, só corre. Como esposa, ela é um eco vazio, alguém que não sabe o que é dividir a vida com outra pessoa de um jeito que valha a pena.
30.01.1990
A longa duração do filme nos presenteia com vários e vários assuntos.Temos romance,cantoria,drama bom,drama ruim e por aí vai.Os dois principais personagens se apresentam de forma mediana,com o tempo passando vão perdendo força na sincronia.Nem um dos bons,nem ruins de Bertolucci.
>Maratona Bernardo Bertolucci - Assistido em 23 de Dezembro de 2023
Que história esquisita!