Roland Brissot, artista com a mão amputada, chega repentinamente num hotel, carregando uma caixa com um suposto talismã. Em um blecaute súbito, a caixa desaparece. Para justificar seu desespero, Brissot conta sua história para os hóspedes. O talismã era uma mão, comprada por um preço baixo, que o ajudou a fazer fama e fortuna. Porém, Brissot não imaginava de que isto custaria tão caro para ele. Baseado em conto de Gérard de Nerval.
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Filme sobre as bets
Simplesmente um clássico atemporal.
La Main du Diable (1943), no Brasil A Mão do Diabo. Eu gostei. A história é boa e o desenrolar dela também. O clima sombrio que o “homenzinho” (Palau) traz em cena é realmente palpável durante suas aparições, sempre transmitindo uma sensação de desconforto e de que algo ruim está prestes a acontecer, o que combina perfeitamente com a proposta sobrenatural do filme.
Só achei que o filme deveria ter mostrado melhor o final de
Melisse (Noël Roquevert). Após vender a mão para Roland Brissot (Pierre Fresnay), ele some da trama e só reaparece no final, já revelando que estava morto, junto com todos os outros antigos donos da mão. Isso fica um pouco jogado, pois se trata de um personagem com certa importância no início que depois desaparece sem um fechamento mais desenvolvido.
Aliás, esse é um dos momentos altos do filme: a história da mão e de seus antigos donos é contada desde o começo, e esse contexto é fundamental para dar peso à maldição e às consequências das escolhas dos personagens, mostrando que se trata de um ciclo que se repete.
No entanto, o final com
Roland morrendo na disputa com o diabo acaba sendo meio frustrante, porque acontece quase offscreen. A cena é mostrada de longe e nem chega a exibir o corpo dele realmente morto,
Assistido em 26/03/2026
Num todo é bem divertido, tem uma bela construção de mise-en-scène e Maurice Tourneur sempre trazia muita originalidade para seus filmes, aos menos aqueles poucos que vi trazem sempre boas ideias e premissas. Um pouco enrolado demais apenas e previsível.
Não lembrava/sabia que o pai do mestre Jacques era também diretor (de filmes de terror), e tenho que aplaudir de pé esta empreitada, mesmo que a artificialidade literária do desfecho tenha estragado um tantinho do espetáculo gótico anterior. Pierre Fresnay é exitoso ao tornar o seu personagem insuportável e a verborragia do filme cansa um tanto, por vezes, mas que é uma beleza de trama, ah, isso é: incrível como a mão diabólica é quase um subgênero à parte nos enredos aterrorizantes! (WPC>)