Nascido no interior da Itália nos anos 60, Nicola é criado pela avó. Na escola, é relegado à última fileira e apelidado de ovelha negra. Perdido em devaneios, gosta de falar de extraterrestres, dar provas de coragem e observar a bela menina da classe por quem é apaixonado. Quando adolescente, é acusado de um crime cometido por seus irmãos, e levado ao mesmo sanatório em que sua mãe foi internada e morreu. Vítima de eletrochoques e de outras brutalidades, desenvolve esquizofrenia ao inventar para si um amigo imaginário.
Baseado no livro La pecora nera, do próprio diretor. Festival de Veneza 2010.
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Vim pensando qual das metáforas geniais do filme eu citaria, para instigar alguém à assistir. Mas como faria isto? O longa é composto inteirinho por metáforas! São as representações das personagens, as citações sobre luz e a energia em contraposição com o escuro do quarto, o medo. É a loucura, o fora do senso comum te rondando. O muro, a indecisão de estar no limite, entre a regra e a sensação. Pular o último bloqueio que te protege do desconhecido? "A Ovelha Negra" consegue te colocar no fio estreito da contradição que cerca a mente humana, é profundo e cheio de poesia, com uma bela construção - filosófico sem ser sonolento. E aí, para que servem os loucos?
Parafraseando umas das várias narrativas fodásticas..."crianças não pensam na morte, adultos sim, mas não a compreendem, a compreensão da morte chega na velhice e na velhice a morte está tão mais próxima que perde o sentido"... piopiopiopiopio...
Assisti no Festival do Rio. É uma história angustiante de como perturbadora pode ser a mente humana. Existe um lirismo no enredo, mas se torna cansativo no meio até nos acordar com o revelador desfecho.