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Data de lançamento
30 Set. 2011Duração
A Fonte das Mulheres apresenta uma história que se passa em uma aldeia situada entre a África e o Oriente Médio, onde as mulheres são responsáveis por buscarem a água utilizada pelas famílias. Para isso, precisam caminhar grandes distâncias embaixo de sol escaldante, enquanto seus maridos ficam em casa bebendo e jogando. Um dos habitantes do vilarejo fica noivo de Leila, uma francesa que mora há algum tempo na região. A jovem não aceita a tradição e decide pôr fim a isso, exigindo que os homens passem a buscar água. Por se tratar de uma comunidade extremamente machista, a solução encontrada é fazer “greve de sexo”, o que, entre islamistas radicais, causa muitos problemas.
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O que nos indicava uma história com comédia, na verdade nos revela uma TRAGÉDIA!
A propósito, ainda estou sem conhecer cinema árabe. Ele existe?
Ou melhor, existe algum filme sobre o mundo árabe (produzido ou não por árabes) que possa ser visto no ocidente, com resultado minimamente admirável ou respeitoso?
Eu confesso que ainda não tive esse privilégio.
E não estou me referindo a questões de choques culturais ou diferenças na política, religião, ideologia, raça, costumes, riqueza ou pobreza. Nada disso. Falo simplesmente de liberdade, igualdade de sexos, respeito a outros povos ou até mesmo respeito aos mais básicos direitos humanos dos próprios povos árabes.
Das dezenas de filmes que assisti sobre o Oriente Médio, constatei que os filmes em que o mundo muçulmano e o islã aparecem como pano de fundo, invariavelmente o que se tem é um CINEMA DENÚNCIA, registrando a insustentável situação em que vive a grande maioria da população árabe.
É o machismo, o fundamentalismo, o atraso estrutural e humanitário, a desigualdade entre homens e mulheres, uma imensa maioria vivendo na ignorância e em condições precárias, como no filme, sem água, sem eletricidade, sem hospitais, sem escolas, sem um mínimo respeito como pessoas, enquanto sheiks e magnatas do petróleo vivem em palácios, hospedam-se nos hotéis mais luxuosos do mundo e passeiam em seus iates com sanitários banhados em ouro.
E esse atraso, e injustiça social, não se devem a Alá, mas é uma imposição dolosa (perpetrada pelos governos monárquicos / totalitários, tendo por instrumento o islamismo), de um modelo abominável de dominação humana, que perpetua seus próprios cidadãos na ignorância, impedindo seu crescimento material e intelectual como pessoas.
Uma tragédia! Se o propósito do filme era humor, vemos sim. Mas vemos uma triste categoria de humor negro!
E, quem diria, lá longe, quantos JECAS-TATUS*.
Que agonia! Que vontade de reunir uns 500 metros de tubo PVC, para canalizar um ponto de água para aquelas mulheres, trazendo a torneira bem como fizeram: em frente ao armazém no qual os homens passam os dias de prazos cruzados, bunda na cadeira, tomando chá, esperando chegar a noite pra ir socar a mulher em casa, ou o dia, para algum trabalho que sabem não haverá mais, ou por uma guerra boba ou inútil em que seus líderes e governantes possam envolvê-los!
(Para os árabes, antes os culpados eram os turcos exploradores, depois os ingleses colonialistas, depois os americanos capitalistas, agora os judeus agiotas e infiéis, e assim sempre haverão mais culpados, tudo para justificar a guerra santa estimulada no alcorão)
Foi assim que eu vi este belo filme denúncia.
Nota 7.
(*Jeca-Tatu era um caboclo que vivia no campo na maior pobreza. Sua rotina baseava–se em ficar o dia inteiro sem fazer tarefa alguma, fumando seu cigarro de palha, bebendo sua pinga e observando o dia passar. Sua roupa parecia um trapo e andava o tempo todo descalço.)
Indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes. O filme funciona, acho que este é um ponto principal, a atriz principal (Leïla Bekhti) tem uma presença tão forte em todo momento que aparece que digo sem dúvida nenhuma que o filme é dela, o que funciona mais é por conta dela. Agora se analisarmos friamente alguns pontos o filme vai ladeira abaixo: Um filme tipicamente que deveria ser dirigido por uma mulher, falta a compreensão do universo feminino ao diretor para o que ele quer passar. Para mim é claramente visível se compararmos este com o Colméia, por exemplo. Além disso, o fato de um europeu-judeu ser o diretor me deixou com o pé atrás com algumas caracterizações estereotipadas do povo árabe. Porque não fazer o filme em um vilarejo judeu ortodoxo? Porque tentar mostrar os homens muçulmanos como retrógrados, machistas e folgados? Trabalho com vários árabes e coisa que não posso dizer de nenhum deles é de que são folgados, são pessoas que jamais deixariam as mulheres passarem por situações como mostradas no filme. Me incomodou demais esta visão euro centrista. Até onde percebo, pois trabalho com muitos romenos também, é de que o filme poderia passar em um vilarejo na própria Romênia, nacionalidade do diretor, pois são mais machistas e rigorosos em muitos pontos que o povo árabe. Já deu essa tentativa do ocidente de tentar difamar outros povos assim.
BLOG: FILMESTRANGEIROS
INSTAGRAM: @filmestrangeiros
Valoriza o povo local,crenças e seus costumes,valoriza a figura feminina e suas lutas diárias,mas em certo momento o filme fica repetitivo e cansativo por dar atenção á uma busca de um romance desesperado pela protagonista.Cantorias e mais cantorias começam a surgir e tudo fica insuportável.Perde muita força no decorrer.
>Assistido em 20 de Janeiro de 2022
02/09/21. Gostei de conhecer a cultura, os costumes do povo do Oriente.
Ser mulher é luta!