Em inglês “In the Company of Women”, ainda sem título em português.
Verão de 1976. Bea (Alicia Falcó) tem 16 anos e se junta ao vento da mudança que varre o país; Ela colabora com um grupo de mulheres para tornar visível a causa feminista e conseguir a aprovação do direito ao aborto. A rebelião que ele sente em seu sangue se misturará a um sentimento inesperado que perturbará seu mundo interior. Ao longo desses meses, Bea estabelecerá uma amizade muito especial com Miren (Elena Tarrats), uma garota um pouco mais velha que ela e de boa família. Seu compromisso político e sua relação com Miren farão daquele verão uma etapa que marcará um antes e um depois em sua vida.
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Exceto a trilha, tudo aqui tem cheirin de premiado. Oscar, su hijoputa!
* Enquanto as personagens carregavam uma tensão no olhar, a direção era conduzida calmamente, como se a qualquer momento alguém fosse explodir.
* Em cada cena existe algum elemento simbolico, e talvez o maior deles seja as jovens pegando o onibus da Revolução, enquanto uma senhora acena para elas do lado de fora.
* É maravilhoso o contraste do discurso final da mãe com o relacionamento da Bia com a Merin. Uma despertou a outra sobre o que é a verdadeira Liberdade: Não idealizar ninguém para ser a sua esperança. Sê sua própria esperança. Ame além do ficar. Ame também no ir. Viva o novo!
* A sua liberdade de amar precisa transpaçar a barreira de um quarto. Quiçá, também a realidade de uma cultura.
O longa é sobre desespero e esperança, sobre autodescobrimento e sororidade, sobre feminismo, maternidade, aborto, abuso e patriarcado. É sobre opressão e liberdade em uma cidadezinha Vasca, Renteria, no norte da Espanha pós-franquismo dos anos 70.
No final fica a vontade de saber como evoluem as personagens, principalmente Miren.
Vi Silvia Munt como atriz em “Segredos do coração” e em “Paixão Turca”. Creio que “En buenas compañías” é o primeiro filme que dirige.
Bom começo.