Antes do Natal, Lee Lander é presa por tentar roubar um bracelete de uma vitrine de uma joalheria. No tribunal, é decidido que ela aguardará julgamento após as festas de fim de ano. O promotor penalizado pela situação resolve levá-la sob custódia para passar as festas de fim de ano com sua família. Após algumas peripécias ela se encanta com o pequeno mundo cheio de bons sentimentos da família dele. Ele por sua vez cai amoroso pela bela delinquente e passa a viver um sério dilema.
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O filme todo perfeito e aí colocam um final desses ?Achei que ia acabar com um final feliz ...
Vindo da mente de Preston Sturges, é de se esperar o roteiro mais bobo possível.
Felizmente o roteiro de Remember the Night não é de todo mau, e o maravilhoso casal protagonizado por Barbara Stanwyck e Fred MacMurray tornam do filme uma experiência agradabilíssima.
Nem o mais cínico e desiludido espectador consegue resistir a esse romance. Barbara Stanwyck e Fred McMurray tem uma boa química, como visto também em outros trabalhos, mas isso está muito de longe de ser a única qualidade da produção.
Relevando alguns discursos e esteriótipos da época (o racial é sempre o mais difícil de engolir), o roteiro encanta em cada cena, a qualidade não cai e o texto não recorre a passagens mirabolantes pra prender a atenção. Na verdade, a narrativa é muito honesta e sóbria, especialmente pra uma comédia romântica. Agora, custava colocar mais uns dez minutos de filme pra termos um final menos amargo? A cara da censura da época.
Um bonito melodrama com toques românticos, cuja história se passa no Natal e acompanha o romance inesperado entre uma mulher detida pela polícia, acusada de furto, e o atencioso promotor que acompanha o caso. São eles respectivamente Barbara Stanwyck, uma dama do cinema, que ao longo da carreira recebeu quatro indicações ao Oscar, como “Uma vida por um fio” (1948), e Fred MacMurray, ator de forte presença, de “A nave da revolta” (1954) e tantas outras produções clássicas – quatro anos depois de “Lembra-se daquela noite?” trabalhariam juntos num dos grandes suspenses do cinema, “Pacto de sangue” (1944).
O filme, por ser melodrama, não tenta ser alegre e pra cima, por mais que arrisque cenas de humor como alívio. O clima de magia (do Natal) torna o romance entre o casal inspirador, e chegando ao final vira uma “fita de tribunal”. A fotografia é uma maestria! – de Ted Tetzlaff, que trabalhou com Hitchcock em “Interlúdio” (1946).
O diretor Mitchell Leisen iniciou-se no cinema como diretor de arte em filmes mudos, foi ator e figurinista, e depois dirigiu mais de 40 longas entre as décadas de 1930 e 1960, como “Uma sombra que passa” (1934), “Flor do lodo” (1945) e “Só resta uma lágrima” (1946).
Saiu em DVD pela Obras-primas do Cinema no box em homenagem a Barbara Stanwyck, com os filmes “Stella Dallas, mãe redentora” (1937 – a primeira indicação de Barbara ao Oscar), “Minha reputação” (1946) e “Só a mulher peca” (1952).
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
Impossível não amar esse filme. É um daqueles filmes do coração. Stanwyck e MacMurray possuem uma química tão natural que fizeram mais uns filmes juntos, incluindo o inesquecível "Pacto de Sangue". O que me faz amar esse filme é a carga dramática que ele tem, mesmo sendo um filme "feliz". Isso deixa o filme equilibrado. O final dele não é nada convencional com o que Hollywood pregava sobre finais de comédias, mas acho que isso tem mais a ver com o moralismo e a censura. Esse filme se fosse feito durante o Pre-Code, tenho certeza que terminaria de outro jeito.